Publicado 28/01/2026 03:09

O motorista do trem Interoceânico que descarrilou no sul do México em dezembro, deixando 14 mortos, foi detido.

Archivo - Arquivo - Ferrovia Interoceânica no México
FERROCARRIL INTEROCEÁNICO - Arquivo

MADRID 28 jan. (EUROPA PRESS) - As autoridades mexicanas prenderam o maquinista do comboio Interoceânico que descarrilou no estado de Oaxaca a 28 de dezembro de 2025, causando 14 mortos e quase uma centena de feridos, um acidente relacionado com uma série de excessos de velocidade, segundo revelou nesta terça-feira o Ministério Público, que afirmou que o funcionamento do trem e de seu sistema de freios era “adequado” e que os trilhos estavam em boas condições.

Felipe de Jesús 'N', identificado como o maquinista do trem acidentado, foi preso na segunda-feira, segundo informou o jornal 'El Sol de México', com base no Registro Nacional de Detenções, que recebeu a confirmação do secretário-geral da Seção 13 do Sindicato dos Trabalhadores Ferroviários, Reynel Chiñas.

A procuradora-geral, Ernestina Godoy Ramos, preferiu não mencionar a detenção em um discurso à imprensa realizado nesta terça-feira, embora tenha detalhado as possíveis razões do acidente com base nos dados obtidos da caixa preta da locomotiva.

Em sua intervenção, Godoy destacou que “o trem atingiu velocidades de 111 quilômetros por hora em trechos retos, onde a velocidade máxima permitida é de 70 quilômetros por hora, o que significa que ele circulava 41 quilômetros acima do limite autorizado”. “Além disso, atingiu a velocidade de 65 quilômetros por hora na curva em que ocorreu o descarrilamento, quando a velocidade máxima permitida nesse ponto era de 50 quilômetros por hora, ou seja, circulava 15 quilômetros acima do limite permitido”, alertou.

A magistrada afirmou também que as informações da caixa negra provam que “o funcionamento do comboio era adequado” e que “o sistema de travagem funcionava corretamente”, bem como “não foram encontrados danos nos componentes da superestrutura e da subestrutura ferroviária”.

Alertando para a gravidade do excesso de velocidade em um trem, Godoy destacou que “as pessoas diretamente responsáveis pela operação do trem” deveriam “cumprir e observar as regras correspondentes, o que (...) não aconteceu”.

“Em virtude do exposto, à luz dos fatos, esta Promotoria decidiu instaurar uma ação penal”, anunciou, antes de precisar que tanto a Agência de Investigação Criminal da Promotoria quanto as promotorias envolvidas “estão realizando diversas diligências e ações pela provável prática dos crimes de homicídio culposo e lesões culposas”.

O anúncio foi feito um mês após 14 pessoas terem morrido e 98 ficado feridas devido ao descarrilamento da locomotiva principal do trem de passageiros Interoceânico na localidade de Nizanda, no estado de Oaxaca. O comboio transportava 250 pessoas, nove das quais pertenciam à tripulação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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