MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -
Um cientista japonês projetou um propulsor de plasma para eliminar o lixo espacial sem entrar em contato direto com ele, desacelerando-o para que caia e queime na atmosfera.
O espaço tem um problema de detritos, com satélites, foguetes e pequenos fragmentos desativados orbitando a Terra em alta velocidade. A quantidade de detritos espaciais só está aumentando, elevando o risco de colisão com satélites e espaçonaves ativos.
A maioria dos métodos atuais de remoção de detritos espaciais é por contato direto e apresenta o risco de ficar preso no movimento descontrolado dos detritos.
A nova abordagem é que um satélite de remoção, implantado com o propósito expresso de remover detritos espaciais, poderia usar um motor de propulsão para ejetar plasma em direção a um pedaço de detrito espacial. A força do plasma reduziria a velocidade do detrito, desacelerando-o o suficiente para que ele caísse da órbita, um processo que leva cerca de 100 dias.
O problema é que a força do plasma emitida pelo satélite de remoção tem um forte recuo, empurrando-o para longe do alvo e amortecendo o efeito de desaceleração.
Para corrigir isso, Kazunori Takahashi, professor associado da Escola de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade de Tohoku, desenvolveu o que ele chamou de "propulsor de plasma sem eletrodos do tipo ejeção de plasma bidirecional". Esse é um motor de propulsão que ejeta dois fluxos de plasma em duas direções: um em direção ao objeto espacial alvo e outro na direção oposta.
CAMPO MAGNÉTICO
"Esse motor de propulsão aplica força de desaceleração ao objeto-alvo ejetando plasma e, ao mesmo tempo, evita o impulso excessivo sobre si mesmo ejetando outra coluna de plasma na direção oposta", explica Takahashi, que também introduziu um campo magnético especial, conhecido como "cúspide", para aumentar a força de desaceleração.
Em essência, a cúspide contém o plasma por meio de um campo magnético, de modo que ele permanece relativamente contido na direção do impulso em vez de se dissipar.
Para testar se a ejeção de plasma bidirecional funcionava como esperado, Takahashi testou-a em tubos de vácuo projetados para imitar as condições no espaço. Ele descobriu que a ejeção de plasma bidirecional não apenas equilibrava o motor como esperado, mas que a configuração da cúspide aumentava a força de desaceleração, o que significa que o objeto espacial alvo poderia atingir a taxa de desaceleração necessária para sair de órbita muito mais rapidamente.
Além disso, a operação do impulso em alta potência na configuração de cúspide triplicou a força de desaceleração relatada anteriormente. Crucialmente, o sistema de propulsão pode ser operado com argônio, que é mais barato e mais abundante do que os propelentes convencionais.
"Essa conquista representa um avanço tecnológico significativo para o desenvolvimento de um sistema de propulsão capaz de remover detritos espaciais com eficiência e segurança", explica Takahashi.
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