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MADRID 4 jul. (EUROPA PRESS) -
A morte de uma bebê de seis meses na Bolívia revelou uma rede de tráfico de pessoas com o objetivo de explorar crianças. A bebê teria sido comprada de sua mãe, uma indígena da etnia ayorea, por 150 bolivianos (cerca de 19 euros) e com a promessa de receber 50 bolivianos por mês (6,30 euros) em troca de seu uso em atividades de mendicância na cidade de Cochabamba.
O Ministério Público investiga supostos crimes de homicídio e tráfico de pessoas, e duas pessoas permanecem detidas aguardando audiência de fiança, informa o jornal boliviano “El Deber”.
A investigação teve início depois que funcionários de um hospital na zona oeste de Cochabamba comunicaram o internamento da bebê sem sinais vitais.
Agentes da Força Especial de Combate ao Crime (FELCC) iniciaram as investigações que levaram à prisão de Elías M. Ch., de 18 anos, e Marisabel W. D., de 32 anos, que afirmaram ser parentes da menor, explicou o diretor da FELCC, Rolando Vera.
No entanto, logo se descobriu que a menina havia sido trazida de Puerto Suárez, em Santa Cruz, por pessoas que não eram seus pais.
A diretora de Gênero e Questões Geracionais da Prefeitura de Cochabamba, Cynthia Prado, explicou que a bebê chegou acompanhada por pessoas alheias à sua família e que, durante as intervenções, constatou-se que esses mesmos adultos estavam com outras crianças.
A Polícia presume que a menina tenha falecido devido a uma pneumonia, embora seja a autópsia realizada pelo Instituto de Investigações Forenses (IDIF) que determinará oficialmente a causa da morte.
A FELCC e a Defensoria da Infância e da Adolescência realizaram uma operação em Cochabamba e resgataram quatro menores, dois de 13 anos e dois de 9 anos, que também eram usados para pedir esmola nas ruas da cidade.
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