Rober Solsona - Europa Press
MADRID 12 ago. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Ciência, Inovação e Universidades, Diana Morant, descartou a possibilidade de um suposto convite aos líderes do Vox para assistir ao eclipse total desta quarta-feira, 12 de agosto, a partir do Observatório de Yebes, em Guadalajara.
“Não, não, não, isso é impossível e eles vão ficar fazendo barulho”, respondeu a ministra da Ciência em uma entrevista à RNE divulgada pela Europa Press. Na opinião dela, “é impossível haver um diálogo entre a ciência e um charlatão”.
Morant destacou a importância científica do eclipse porque “a humanidade sempre olhou para o céu para explicar as coisas e, quando a ciência ainda não existia, acreditava-se que eram os deuses que puniam”. “Buscavam-se explicações e agora temos essas explicações na ciência; não existe uma ciência que explique a mudança climática e outra que diga que não há mudança climática”. Segundo a ministra, “há uma ciência que afirma que existe mudança climática e há a charlatanice”.
Por esse motivo, ela convidou “os membros do Vox a tentarem aprender um pouquinho”. “É um bom momento”, recomendou ela aos líderes do partido de Abascal. Ela também descartou que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, vá ao observatório de Guadalajara para acompanhar de lá a evolução do eclipse. “Isso nunca esteve previsto e não posso dizer onde o presidente estará, mas não será em Yebes”, indicou.
Morant reconheceu estar “emocionada” com o momento que será vivido esta tarde porque “vai haver um eclipse” e é um evento “absolutamente democrático que vai chegar a todo mundo”. “Isso me encanta e o trabalho que foi feito foi para que as pessoas possam vivenciar esse eclipse em condições de segurança”.
A ministra destacou, além disso, a importância de transmitir o eclipse a partir de Yebes, para “valorizar o papel dos observatórios e da ciência”. “Vamos fazer isso como se estivéssemos transmitindo uma Copa do Mundo ou a final de um evento esportivo”, garantiu.
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