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MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -
A missão de manutenção da paz das Nações Unidas na República Democrática do Congo, MONUSCO, declarou sua total disponibilidade para contribuir de qualquer forma necessária para facilitar o processo de paz entre o governo congolês e as milícias M23, após a declaração de princípios assinada ontem entre as duas partes na capital do Catar, Doha.
A declaração, que prevê um cessar-fogo para começar, envolve a MONUSCO como garantidora de operações futuras para o retorno de centenas de milhares de pessoas deslocadas que fugiram dos combates no leste da RDC e para certificar a cessação das hostilidades.
A missão, vale lembrar, tem sido alvo de inúmeras críticas da sociedade civil congolesa, que a acusa de se comportar de maneira muito passiva quando se trata de proteger a população, e há episódios como os protestos de 2022 contra sua presença no país, que resultaram em mais de trinta mortes.
Em sua nota publicada no final do sábado, o chefe interino da força de manutenção da paz, Bruno Lemarquis, reafirma, em nome da força de manutenção da paz, "sua prontidão para apoiar a cessação das hostilidades, em particular através do estabelecimento de um mecanismo de verificação credível e acordado em conjunto".
"A MONUSCO saúda o compromisso de ambas as partes em facilitar o retorno voluntário, seguro e digno de pessoas deslocadas internamente e refugiados aos seus locais ou países de origem", acrescenta o Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral da ONU no país africano, após saudar uma declaração que "reflete a determinação das partes em priorizar meios pacíficos" para resolver um dos conflitos mais brutais da história recente do continente africano.
A MONUSCO, por fim, "pede a todas as partes que honrem seus compromissos, ajam de boa fé durante todo o processo e priorizem os direitos humanos, a segurança e as aspirações do povo congolês em todas as decisões".
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