MADRID 1 ago. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, reuniu-se nesta sexta-feira com os médicos britânicos Graeme Groom, Ana Jeelani e James Smith, que acabam de retornar de missões de saúde na Faixa de Gaza, bem como com outros representantes da organização civil Avaaz.
De acordo com uma declaração do Ministério, durante a reunião os médicos contaram ao Ministro da Saúde relatos em primeira mão de seu trabalho na Faixa de Gaza e alertaram sobre o impacto "devastador" da guerra e do cerco de Israel sobre a população civil, especialmente bebês e crianças.
Dessa forma, eles transmitiram a García a "extrema gravidade" da situação humanitária e de saúde, com um sistema de saúde "em colapso" e sujeito a ataques que impedem o funcionamento dos hospitais. Eles denunciaram a "falta absoluta" de água potável, alimentos e suprimentos médicos, e alertaram que a população está sendo submetida à fome.
Entre os casos relatados, o Ministério da Saúde destacou o de uma mulher grávida, hospitalizada e sem comida por três dias, em um centro sem recursos para tratá-la, enquanto a ajuda humanitária permanece bloqueada a alguns quilômetros de distância devido a decisões políticas.
Nessa reunião, os profissionais de saúde pediram à Espanha que faça todo o possível, tanto na União Europeia (UE) quanto bilateralmente, para romper o cerco e interromper os ataques "implacáveis" de Israel ao sistema de saúde de Gaza. No entanto, eles afirmaram que é hora de "passar das palavras aos atos" e de a comunidade internacional parar de se esquivar de sua responsabilidade de pôr fim a uma tragédia que pode ser evitada.
Essa reunião ocorre poucas horas depois que 13 menores palestinos e um adulto com doenças ou ferimentos resultantes dos ataques à Faixa de Gaza chegaram à Espanha, acompanhados por 44 familiares, em uma operação de evacuação médica coordenada pelo Ministério da Saúde e apoiada por vários departamentos governamentais.
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