Publicado 12/09/2025 10:32

Mónica García pede desculpas aos pacientes persistentes da Covid por sua falta de reconhecimento no sistema de saúde

A Ministra da Saúde, Mónica García, inaugura a conferência 'Prevenção Integral do Suicídio: território e comunidade', na sede do Ministério, em 10 de setembro de 2025, em Madri (Espanha). A primeira mesa redonda da conferência trata da prevenção do suicíd
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 12 set. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, pediu desculpas nesta sexta-feira aos pacientes com Covid persistente pela incapacidade do sistema de saúde de reconhecer uma doença da qual sofrem há anos e que se caracteriza pela continuação dos sintomas da Covid-19 por semanas e até meses após a infecção inicial, ou por seu reaparecimento após um período de tempo.

"Como Ministra da Saúde, posso até pedir perdão ao sistema de saúde por não ter reconhecido, por não ter sido capaz de olhar na cara de vocês e realmente reconhecer essa doença da qual vocês vêm sofrendo há anos", disse ela durante uma reunião da Rede Espanhola de Pesquisa sobre a Covid persistente.

García também demonstrou seu compromisso em promover a pesquisa e fortalecer a resposta da saúde, após o que ele lembrou que a Covid persistente foi incluída em julho no Plano Operacional 2025-2028 da Estratégia de Enfrentamento da Cronicidade.

Assim, ele pediu a "ajuda" dos pacientes para garantir que essa estratégia seja dotada de recursos e "possa ser implementada", o que envolve convencer as comunidades autônomas a criar registros de dados que sirvam tanto para o próprio Ministério quanto para sociedades científicas e associações de pacientes, que por sua vez servirão para fazer políticas públicas.

Da mesma forma, ele reforçou seu compromisso com o início do "caminho" para criar uma Lei de Organizações de Pacientes e fornecer a elas sua própria estrutura legal, embora tenha enfatizado que seu departamento já tem muitas delas trabalhando no Ministério.

PACIENTES PEDEM PESQUISA

A representante da associação Long Covid Aragón, Laura Lomba, também falou na conferência, enfatizando a importância de realizar mais pesquisas para entender os mecanismos da Covid persistente, bem como para estabelecer biomarcadores confiáveis e projetar tratamentos eficazes.

Por ser uma doença que se torna crônica e condiciona "intensamente" o dia a dia de quem a sofre por meio de inúmeros sintomas, Lomba pediu um atendimento multidisciplinar que possa abordar as diferentes manifestações nos sistemas respiratório, neurológico, imunológico, cardiovascular e musculoesquelético.

Para isso, ele também considerou necessário treinar os profissionais de saúde para que eles tenham informações atualizadas sobre a doença e possam reconhecer sua complexidade, além de validar a experiência dos pacientes.

"A atualização constante do conhecimento não só melhorará os tratamentos, mas também contribuirá para a empatia e um acompanhamento muito mais humano", acrescentou Lomba.

Por fim, ele enfatizou que viver com a Covid persistente tem um forte impacto social, ocupacional e emocional, de modo que uma estratégia abrangente a esse respeito não pode ser "limitada" ao campo da saúde, mas deve incluir medidas de apoio social e adaptações profissionais e acadêmicas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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