Publicado 10/06/2026 10:49

Mónica García pede calma aos sindicatos do Ámbito diante da rejeição deles ao anteprojeto do Estatuto-Quadro

A ministra da Saúde, Mónica García (ao centro), o secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla (à esquerda), e a subsecretária da Saúde, Ana María Sánchez Hernández (à direita), juntamente com os secretários de Saúde das Comunidades Autônomas, durante a
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, pediu nesta quarta-feira aos sindicatos do setor que "fiquem tranquilos", depois que alguns, como o Sindicato dos Enfermeiros (SATSE) e a Central Sindical Independente e dos Funcionários (CSIF), expressassem sua “rejeição total” ao anteprojeto do Estatuto-Quadro devido às alterações incluídas no texto aprovado pelo Conselho de Ministros.

Ambos os sindicatos concordaram em criticar, na semana passada, que o anteprojeto exclui o direito à aposentadoria parcial e antecipada por coeficientes redutores, “uma questão básica desde o início da negociação”, conforme assinalou em um comunicado a CSIF, que chegou a propor a convocação de mobilizações.

Questionada sobre essa situação, a ministra destacou que os sindicatos do setor foram “extremamente responsáveis na hora de chegar a um acordo que melhora as condições de trabalho dos profissionais”. Em seguida, ela observou que há uma série de assuntos, como a aposentadoria, que “não dependem apenas do Ministério da Saúde”, algo que essas organizações sabem.

“Porque a aposentadoria, a aposentadoria parcial, a aposentadoria antecipada, não é que não dependa do Ministério da Saúde e não é que não dependa do Governo da Espanha, é que depende de um pacto social que temos entre todos para decidir como nos aposentamos parcialmente e como nos aposentamos antecipadamente. Isso é quase uma questão de âmbito nacional”, explicou.

No entanto, ele garantiu que o Ministério da Saúde continuará trabalhando para que sejam incorporadas “todas e cada uma das opções” de aposentadoria antecipada e aposentadoria parcial. “Mas volto a insistir: isso não depende do Estatuto-Quadro”, reiterou.

Nessa linha, García lembrou que a elaboração do Estatuto não terminou com sua aprovação no Conselho de Ministros, mas que seu processo continua com a audiência pública e o subsequente debate parlamentar, no qual ele confia que será possível incorporar emendas e “todas as melhorias possíveis”.

“Que os sindicatos do Ámbito fiquem tranquilos, pois nós, é claro, não somos nós que quebramos acordos, que tentaram nos convencer a quebrar o acordo com os sindicatos do setor dizendo para enterrarmos o Estatuto-Quadro no qual trabalhamos com eles”, afirmou para destacar que a Saúde continua “firme” e debaterá “em outros âmbitos” as questões pendentes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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