Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 22 set. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Monica Garcia, lembrou que "não há suporte científico" que certifique que existe uma relação causal entre o uso de paracetamol na gravidez e o desenvolvimento de autismo no bebê, conforme anunciado pelo presidente do governo dos EUA, Donald Trump.
Durante sua intervenção no programa "Directo al Grano" da TVE, García destacou que, da mesma forma, não há evidências que liguem esse distúrbio ao uso de vacinas. "Não há evidências a esse respeito, e menos ainda com o paracetamol. Isso alerta as mulheres grávidas que têm o paracetamol em seu arsenal terapêutico para tratar a dor, como um dos medicamentos mais seguros", acrescentou.
Em sua opinião, o presidente dos Estados Unidos "exerce pseudo-política, exercendo pseudociência" e, com relação a esse anúncio, ele ressalta que "é grave e irresponsável", além de "muito pouco consciente das repercussões que tem sobre as pessoas e sua saúde".
"Acho que a comunidade científica está aterrorizada", disse García, que lembrou que Trump frequentemente faz declarações que não são apoiadas pela ciência, como durante a pandemia, quando defendeu injeções de alvejante e banhos de sol como remédios contra a COVID-19.
"Isso é extremamente sério, e é ainda mais sério e irresponsável quando dito do lugar onde o presidente dos Estados Unidos o diz. Mas tem a ver com uma falta de confiança nas instituições, uma falta de confiança na ciência, uma falta de confiança no Sistema Nacional de Saúde", explicou, lamentando que esse anúncio possa "arrastar" as mulheres grávidas a terem medo de tomar paracetamol.
Em sua opinião, esse anúncio faz parte da estratégia de Trump baseada em "incitar o medo e a desconfiança", com o objetivo de mudar o foco da mídia. "Não sei se com paracetamol ele conseguirá mudar o foco do genocídio que está ocorrendo em Gaza. Isso me parece muito arriscado. Agora, é verdade que ele é capaz, por ser o presidente dos Estados Unidos, de instilar medo e desconfiança sobre coisas que nem os cientistas, nem os médicos, nem ninguém mais endossa".
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