Publicado 27/08/2026 08:42

Mónica García nega que os migrantes que chegaram a Ceuta tragam doenças e aponta para a superlotação

A expectativa é que a vacinação da população migrante comece na próxima semana com 45.000 doses

A ministra da Saúde, Mónica García, comparece, por iniciativa própria, perante a Comissão de Saúde, no Congresso dos Deputados, em 27 de agosto de 2026, em Madri (Espanha). O objetivo da intervenção é explicar as medidas que está tomando
Jesús Hellín - Europa Press

MADRID, 27 ago. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, defendeu que os migrantes que chegaram a Ceuta no último dia 30 de julho não trazem consigo doenças infecciosas, mas que são as condições de superlotação que favorecem o surgimento de patologias, ao mesmo tempo em que lembrou que algumas delas, como a tuberculose, a sarna, a varicela ou o sarampo, também estão presentes na Espanha.

“Os migrantes não trazem doenças. A tuberculose, a sarna e a varicela existem na Espanha. São as condições de superlotação que fazem com que os migrantes adoeçam”, afirmou durante sua audiência na Comissão de Saúde do Congresso para tratar da crise migratória em Ceuta.

Assim, García descartou que os migrantes tragam doenças e criticou o fato de a extrema direita passar anos associando a migração à criminalidade e às doenças, algo que, em sua opinião, é “falso e xenófobo”.

Nesse contexto, ele explicou que o risco de transmissão de infecções entre a população migrante em Ceuta é moderado, devido às “condições de saúde, superlotação e situação de vida nas ruas em que os migrantes se encontraram nas últimas semanas”.

Por sua vez, ele destacou que o risco para a população residente em Ceuta é baixo, uma vez que foram estabelecidos circuitos de atendimento diferenciados e separados.

“A conclusão é que o confinamento indiscriminado não só carece de justificativa epidemiológica, como também é ineficiente e ineficaz”, afirmou, referindo-se às declarações do presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo, que pediu o confinamento dos migrantes.

TRÊS CASOS DE TUBERCULOSE E TRÊS DE VARICELA

Em seguida, ele detalhou os casos de doenças infecciosas detectados até o momento. No caso da tuberculose, explicou que foram identificados três casos: um correspondente a um imigrante que já recebeu tratamento, outro de tuberculose cerebral e um terceiro de uma pessoa que já se encontrava em Ceuta antes do mês de julho passado e que atualmente está em tratamento. Além disso, ele destacou que, de todos os exames realizados, nenhum novo caso de tuberculose foi confirmado.

Quanto à varicela, indicou que foram registrados três casos, dos quais um não tem relação com a situação migratória e os outros dois estão aguardando confirmação e também não estariam relacionados aos migrantes. “Além disso, há um paciente com suspeita de varicela”, acrescentou.

Quanto às gastroenterites, foram registrados cerca de 60 casos que, segundo explicou, provavelmente estão relacionados às más condições alimentares e não ao consumo de água.

Por fim, em relação à sarna, ela ressaltou que se trata de uma infecção presente na Espanha e destacou que os migrantes afetados estão recebendo tratamento por meio de cremes ou medicamentos orais.

A VACINAÇÃO COMEÇARÁ NA PRÓXIMA SEMANA

A secretária de Saúde garantiu que o objetivo é iniciar na próxima semana a vacinação da população migrante com as 45.000 doses doadas pelas comunidades autônomas. Desse total, 15.000 correspondem à vacina contra o sarampo, a rubéola e a caxumba, 10.000 contra a difteria e o tétano, 10.000 contra a varicela e outras 10.000 contra a poliomielite.

“Na próxima semana, se toda a cadeia logística funcionar e se a situação nos permitir, começaremos a vacinar a população”, especificou ela.

Em seguida, ela ressaltou que se trata de uma população cujas taxas de vacinação diferem das da Espanha.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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