Publicado 16/08/2026 09:28

Mónica García nega que Ceuta esteja passando por um “colapso na área da saúde” e estima em 5.800 o número de migrantes atendidos dur

Exige que Vivas disponibilize mais espaços para atender os migrantes em condições de higiene e evitar surtos de doenças

A ministra da Saúde, Mónica García (à direita), acompanhada pelo delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez (à esquerda), é recebida pelo presidente de Ceuta, em 16 de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). A ministra da Saúde visita a Cidade Autônoma
Gabriela Sardá Núñez - Europa Press

MADRID, 16 ago. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, negou que Ceuta esteja passando por um “colapso na área da saúde”, embora tenha reconhecido que há áreas “especialmente sobrecarregadas”, como o pronto-socorro ou as enfermarias de medicina interna e cirúrgica, ao mesmo tempo em que estimou em 5.800 o número de migrantes atendidos nos últimos 15 dias, após o início da crise migratória no final de julho.

Em uma coletiva de imprensa após se reunir com o presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, a ministra informou à cidade que “nenhuma das consultas e atendimentos de saúde foi suspensa”, ressaltando ainda que “há um risco epidemiológico moderado para os migrantes e baixo para os habitantes de Ceuta”.

García explicou que os principais riscos dizem respeito à saúde dos migrantes, “que são os que podem ter maior exposição a determinadas doenças infecciosas que, até agora, estavam contidas”, e solicitou ao Governo de Ceuta que disponibilize mais espaços na cidade para atendê-los.

A ministra indicou ainda que, das cerca de 5.800 pessoas migrantes atendidas nos últimos 15 dias, 3.500 foram encaminhadas à atenção primária e 2.300 ao hospital. Além disso, no primeiro dia foram atendidos 1.149 migrantes e, ao longo das semanas, a demanda “vem diminuindo em 70%”, com “uma média em torno de 300 pessoas atendidas ao longo dos diferentes dias, variando entre 200 e 400”.

A secretária de Saúde destacou que a situação se encontra no nível 1 do Guia para a Elaboração de Planos de Catástrofes em Hospitais do INGESA. “Não precisamos pedir mais reforços, não solicitamos ajuda às demais comunidades autônomas”, acrescentou ela, para em seguida ressaltar que não foi necessário suspender as férias na área da Saúde, como ocorreu no Exército e na Guarda Civil.

Ela também reconheceu o trabalho dos profissionais de saúde e dos servidores públicos. “Se não houve colapso em nosso sistema de saúde, é graças aos profissionais”, destacou.

((Continua))

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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