Publicado 02/09/2026 05:42

Mónica García insiste em descartar a possibilidade de um “colapso do sistema de saúde” em Ceuta e reconhece o “esforço extraordinári

Archivo - Arquivo - A ministra da Saúde, Mónica García, durante uma sessão plenária no Congresso dos Deputados, em 27 de maio de 2026, em Madri (Espanha). A sessão plenária concentra-se no controle do governo por meio de perguntas da oposição. Os blocos
Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo

MADRI 2 set. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou que Ceuta enfrenta uma “emergência humanitária de primeira ordem” após a chegada em massa de migrantes, mas insistiu em descartar a hipótese de um “colapso do sistema de saúde”, defendendo o trabalho de seu ministério e dos profissionais de saúde, aos quais reconheceu que estão realizando um “esforço extraordinário”.

“Em Ceuta, tivemos uma situação de tensão na prestação de atendimento, sem dúvida, mas mobilizamos mecanismos e recursos (...) não apenas do Ministério — refiro-me aos gestores, aos chefes de serviço, aos profissionais que estão lá ao lado dos leitos, no pronto-socorro, no centro de saúde, que têm feito um trabalho absolutamente excelente para que isso não se transformasse em um colapso”, afirmou nesta quarta-feira em uma entrevista à RNE divulgada pela Europa Press.

García garantiu que seu ministério trabalha “desde o início” em coordenação com a Cruz Vermelha e também colabora com a Médicos do Mundo, implementando “protocolos de colaboração” para o encaminhamento de pacientes. Além disso, ele lembrou que, na semana passada, teve início a vacinação dos migrantes.

Segundo ele, esse trabalho permitiu que “nenhum morador de Ceuta” tivesse sua assistência médica prejudicada. “De fato, os dados que temos (indicam que) continuamos tendo o mesmo nível de atendimento ou a mesma frequência dos moradores de Ceuta, tanto no Pronto-Socorro quanto nos centros de saúde”, afirmou.

Embora tenha apontado que houve um “aumento da pressão no atendimento”, sobretudo em áreas como o pronto-socorro, medicina interna e atenção primária, e citou como exemplo que o pronto-socorro atendeu 75 pacientes a mais por dia do que no ano passado, ela insistiu que “isso não representa um colapso do sistema de saúde, muito menos”.

A ministra agradeceu, por isso, aos profissionais e gestores de Ceuta e, em seguida, reconheceu que, em sua visita a Ceuta, observou a “sensação de cansaço” e o “esforço emocional excessivo” dos profissionais de saúde. Mesmo assim, ela esclareceu que nenhum profissional precisou sair de sua área para reforçar outra, nem se impediu que alguém tirasse suas férias.

No entanto, a ministra afirmou que os ceutianos “viram sua rotina normal ser interrompida” e instou a resolver a “crise humanitária”, oferecendo alojamento e “condições dignas” aos migrantes, para que, posteriormente, se possa abordar “todo o resto”, em referência à matrícula escolar ou ao traslado de menores para a Península.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado