Publicado 06/08/2026 05:17

Mónica García elogia a resposta “louvável” e “sem colapso” do sistema de saúde de Ceuta à chegada dos migrantes

Archivo - Arquivo - A ministra da Saúde, Mónica García, durante a apresentação do estudo sobre “Abandono do tabagismo, um desafio sanitário e social”, no Ministério da Saúde, em 19 de junho de 2026, em Madri (Espanha). O estudo, elaborado em conjunto pelo
A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, destacou nesta quinta-feira que a chegada em massa de migrantes a Ceuta “não representou nenhum problema” para o sistema de saúde de Ceuta, que já “voltou à normalidade” sem que ocorresse “nenhum momento de colapso”, pelo que parabenizou o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) e os profissionais de saúde por sua resposta “louvável”.

“Quero parabenizar mais uma vez os profissionais de Ceuta que, mais uma vez, demonstraram o profissionalismo, a segurança e a garantia que os serviços públicos nos oferecem”, destacou ela em entrevista à Rádio Nacional da Espanha (RNE), divulgada pela Europa Press, na qual ressaltou que os profissionais de saúde tiveram que dar, mais uma vez, “100% de si”.

Diante das críticas do Sindicato Médico de Ceuta, que denunciou a falta de recursos e de um protocolo de atuação para emergências e catástrofes, a ministra afirmou que todas as comunidades autônomas, assim como Ceuta e Melilla, possuem planos para lidar com essas situações. “Acredito que não se pode colocar em dúvida os sistemas de saúde nesse aspecto”, afirmou.

Após insistir na resposta sanitária e humanitária “louvável” que os profissionais ofereceram na última semana, ela reconheceu que Ceuta e Melilla, “durante muitos anos, não foram uma das prioridades do Ministério” da Saúde, algo que ela garantiu ter mudado desde sua chegada ao cargo.

“Demos prioridade absoluta a Ceuta e Melilla, com uma diretora-geral a quem devo parabenizar pelo trabalho nos últimos anos, e com equipes que, acredito, estão se recuperando e reforçando a saúde tanto em Ceuta quanto em Melilla”, destacou.

Nessa linha, ele observou que a saúde nas cidades autônomas “enfrenta as mesmas dificuldades que muitos outros serviços de saúde” espanhóis e europeus, diante dos quais, segundo ele, seu departamento está se empenhando “mais do que nunca” para proteger a saúde da população.

DEFESA DA SAÚDE UNIVERSAL

Questionada sobre a garantia da assistência a menores migrantes com diabetes, García defendeu a universalidade da prestação de serviços a todas as pessoas que estão na Espanha. “Já demonstramos isso: temos um sistema de saúde universal e cuidamos de todos, o contrário do que a direita nos pede para fazer”, afirmou.

Nesse contexto, ela criticou a reação da direita à aprovação, em março, do Decreto Real sobre saúde universal. “A direita ficou horrorizada, dizendo que isso não poderia acontecer, que não poderíamos atender às pessoas que estão em nosso território, entre elas, crianças”, lembrou.

“Nós defendemos os direitos humanos, somos a quarta economia mais rica de toda a Europa, somos capazes, é claro, de prestar assistência médica, de garantir assistência médica a todos aqueles que estão em nosso território. Somos solidários, somos humanos e, além disso, temos um sistema de saúde do qual, acredito, nos orgulhamos, apesar de uma direita que quer que tenhamos um sistema de saúde voltado apenas para essa prioridade nacional que defende (...) esquecendo-se da prioridade humana”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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