Alejandro Martínez Vélez - Europa Press
MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, destacou a importância de criar o Observatório para a Prevenção do Suicídio, aprovado nesta terça-feira no Conselho de Ministros, uma vez que os números na Espanha são “assustadores”.
“No último ano, observamos uma queda de quase 4%, mas ainda temos números que são muito assustadores”, declarou ela em entrevista ao programa La hora de La 1, divulgada pela Europa Press.
A ministra ressaltou a importância de abordar esse “problema prioritário de saúde pública”, já que a cada ano quase 4.000 pessoas tiram a própria vida na Espanha. “Precisamos de um observatório interministerial porque as causas são diferentes e precisamos entender melhor o fenômeno para poder preveni-lo antes”, afirmou.
Esse observatório, portanto, reforçará “a coordenação para a concepção, implementação e avaliação de políticas públicas em nível nacional” diante dessa situação.
Em relação à eutanásia e ao caso de Noelia Castillo, García garantiu que, apesar de ter havido um atraso de dois anos no processo de sua morte, a Lei da Eutanásia na Espanha é “muito garantista”. De fato, no Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS), realizado na semana passada, seria apresentado um manual de boas práticas para esse procedimento, a fim de “agilizar os prazos e melhorar e avaliar melhor esse procedimento”.
“São as forças extremistas, neste caso advogados cristãos, que impediram o exercício do direito de Noelia Castillo de decidir sobre a própria vida e a própria morte”, explicou.
PRÓXIMA GREVE DOS MÉDICOS
Em relação à próxima greve dos médicos, que ocorrerá entre 27 e 30 de abril, Mónica García afirmou que, após meses de negociações e reuniões, o acordo “não está estagnado” na mesa de negociações.
“Aprovamos medidas que vão além do Estatuto-Quadro e medidas que são benéficas para os profissionais; esperamos ser capazes de evitar a greve, que é a última manifestação de um conflito”, declarou.
Nesse sentido, ela defendeu que o Ministério da Saúde e as comunidades autônomas estão “unidos” para que o conflito seja encaminhado para o diálogo e se possa continuar avançando na melhoria das condições de trabalho dos profissionais.
“Espero e confio que o Comitê de Greve, com o qual nos reunimos 26 vezes, cumpra sua parte na hora de ratificar os acordos aos quais já chegamos”, destacou.
Por fim, em relação ao Anteprojeto de lei de gestão pública do Sistema Nacional de Saúde, ela sustentou que a lei “não pretende limitar as parcerias público-privadas”, mas sim sanear essas parcerias e “colocar um freio nas práticas em que o lucro se sobrepõe ao cuidado dos pacientes”.
A ministra destaca que o objetivo é proteger a saúde dos “atos especulativos” que ocorrem em alguns territórios, como a Comunidade de Madrid, onde 5,6 bilhões de euros são desviados dos hospitais públicos, que tratam “as patologias de maior complexidade”, para hospitais privados, que “selecionam os pacientes com base na sua rentabilidade”.
Por isso, Mónica García “se vê defendendo” a saúde madrilenha e a do Sistema Nacional de Saúde “onde quer que tenha de defendê-la”. “Do Ministério da Saúde, estamos promovendo medidas para transformar nosso sistema de saúde e torná-lo um dos eixos sociais mais importantes do nosso país”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático