Pool Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa
MADRID 25 maio (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, destacou que a Espanha está atuando como um “farol moral” na defesa dos organismos multilaterais e da saúde global diante do “ataque frontal” de países como os Estados Unidos e a Argentina contra a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“A Espanha também está atuando como um farol moral na defesa da legislação internacional, que é o que nos protegeu e garantiu, de certa forma, uma rede de segurança à qual recorremos quando surge uma pandemia, uma epidemia ou qualquer outro alerta ou emergência sanitária”, afirmou García durante declarações aos jornalistas no âmbito do Conselho Executivo da OMS.
Nesse contexto, García afirmou que a Espanha conquistou um “lugar de liderança” na gestão de emergências sanitárias como a do hantavírus. Além disso, destacou que o país mantém uma postura “firme” e “moral” que o coloca “do lado certo da história” em matéria de direito internacional, saúde global e direitos humanos.
“Somos reconhecidos internacionalmente em todas as áreas de defesa do Estado da Palestina, de defesa dos direitos humanos, de denúncia do genocídio, de denúncia dos ataques ao Líbano e de denúncia dessa ruptura do consenso global que tínhamos até o momento”, acrescentou.
Em seguida, a ministra da Saúde destacou que, na última Assembleia Mundial da Saúde, foi ratificada a saída da Argentina da Organização Mundial da Saúde, somando-se assim aos Estados Unidos. No entanto, ela repreendeu ambos os países por terem se “aproveitado” da OMS após a crise do hantavírus e a declaração de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional devido ao surto de ebola.
“O que eles fizeram foi se aproveitar do que, da Espanha, vínhamos liderando e apoiando há muito tempo: que a saúde global precisa de multilateralismo, cooperação e organismos internacionais que foram insultados, perseguidos e atacados pela administração Trump e pelo governo de Milei”, repreendeu.
NENHUM ESPANHOL AFETADO PELO ÉBOLA
Em relação à situação do surto de ebola na República Democrática do Congo e no Sudão, García informou que, por enquanto, o governo não tem conhecimento de que algum espanhol tenha sido afetado. “Estamos também realizando um rastreamento com o Ministério das Relações Exteriores e monitorando todos os cidadãos”, destacou.
No entanto, a ministra da Saúde afirmou que a Espanha e as autoridades sanitárias internacionais estão mais bem preparadas para enfrentar qualquer emergência sanitária como a do ebola porque “há muito mais meios de vigilância e maior sensibilidade”, mas, acima de tudo, porque existe uma maior consciência de que a saúde global deve ser “o eixo fundamental da ação política em nível internacional”.
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