Publicado 16/09/2026 07:36

Mónica García desafia o PP a apresentar emendas para cada ponto do Estatuto-Quadro com o qual não concorde

A ministra da Saúde, Mónica García, durante uma sessão plenária no Congresso dos Deputados, em 10 de setembro de 2026, em Madri (Espanha). O Congresso aprova o projeto de lei para conceder a nacionalidade espanhola aos saharauis nascidos
Isa Saiz - Europa Press

Ela considera que o Partido Popular deve assumir responsabilidades durante a tramitação parlamentar

MADRI, 16 set. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, desafiou nesta quarta-feira, no Congresso dos Deputados, o PP a apresentar emendas para cada ponto do Estatuto-Quadro que rejeitar e a assumir responsabilidades durante sua tramitação parlamentar.

“Isso é democracia e é isso que os incomoda. Que isso não seja debatido no meu gabinete para que possam me culpar. Que agora vocês realmente tenham que assumir a responsabilidade”, repreendeu a ministra da Saúde ao PP durante uma interpelacão urgente apresentada pela deputada da Coalizão Canária, Cristina Valido.

García ressaltou que o fato de o Estatuto-Quadro já estar no Congresso “não encerra nada”, mas sim “reabre o debate democrático” para os grupos parlamentares. “As leis são aprovadas, alteradas ou rejeitadas aqui, na Câmara Legislativa, não em um gabinete. O Governo faz propostas e é aqui que elas devem ser debatidas, alteradas, aprovadas ou rejeitadas”, destacou.

Em seguida, ela afirmou que o Ministério da Saúde “assumiu a responsabilidade” de propor uma reforma na área da saúde e criticou o fato de que apenas aqueles que querem “esconder suas competências e responsabilidades por trás do Ministério” considerem uma “má notícia” que o Estatuto-Quadro tenha chegado ao Congresso dos Deputados.

“Este Estatuto-Quadro obriga as comunidades autônomas a reforçar seus quadros de pessoal. Sim, é por isso que há comunidades, sobretudo as do PP, que se recusam. Diante de seus cortes e privatizações, este Estatuto-Quadro as obriga a fazer as coisas direito de uma vez por todas”, defendeu.

Durante sua intervenção, na qual defendeu as propostas do Ministério, ele perguntou ao PP com qual das medidas o partido não concorda, entre elas a eliminação dos plantões de 24 horas. “Qual é a medida de que vocês não gostam? Qual é a medida contra a qual vocês vão se opor? Reduzir os plantões, eliminar os plantões de 24 horas?”, questionou.

Além disso, acusou as comunidades autônomas governadas pelo PP de “não quererem assumir o bastão do Estatuto-Quadro” e de rejeitarem as melhorias propostas no novo texto. “Eles nos pedem por escrito, às escondidas, em um relatório privado, que, por favor, retiremos todas as melhorias para os profissionais. Não consigo imaginar nenhum ato de cinismo maior”, repreendeu.

Por isso, ele considera que, neste momento, é preciso “tirar todas as máscaras” e que os ‘populares’ têm a oportunidade de melhorar as condições de trabalho dos profissionais da saúde.

Por fim, García voltou a defender um Estatuto-Quadro para todos os profissionais da saúde, em contraposição à proposta de um texto específico para os médicos. Nesse ponto, ele questionou o PP se as melhorias que propõem para os médicos devem se basear na eliminação das melhorias e das condições de trabalho do restante dos profissionais. “Será que esse estatuto próprio pode ser criado com base na melhoria das condições de trabalho de todos os profissionais?”, questionou.

García afirmou que os médicos trabalham em equipes multidisciplinares e precisam que enfermeiros, técnicos auxiliares, biólogos, psicólogos, engenheiros e pesquisadores tenham boas condições de trabalho para que também os profissionais médicos possam trabalhar em boas condições.

RECLASSIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA TODAS AS CATEGORIAS

Por sua vez, a deputada da Coalizão Canária, Cristina Valido, exigiu da ministra da Saúde a reclassificação profissional solicitada por diversos grupos da área da saúde, entre eles os técnicos em cuidados auxiliares de enfermagem (TCAE). Representantes do Sindicato Estatal de Técnicos Superiores da Saúde (SIETeSS) estiveram presentes na sessão plenária.

Valido destacou o papel dos TCAE, que definiu como profissionais responsáveis, entre outras funções, pela alimentação e pelo acompanhamento dos pacientes. “Essas pessoas acompanham e consolam os idosos nos hospitais. Elas continuam sendo definidas da mesma forma que há décadas. Em sua grande maioria, são mulheres que percebem que continuam sendo subvalorizadas”, destacou.

Além disso, ele reivindicou uma reforma da carreira profissional que permita o acesso anual aos diferentes níveis e solicitou ao Estado que garanta seu financiamento. Para isso, defendeu a aprovação de um novo Orçamento Geral do Estado (PGE).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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