Marta Fernández - Europa Press
MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, expressou nesta quarta-feira sua “preocupação” com os efeitos que as greves dos médicos estão causando no sistema de saúde, embora tenha enfatizado que seu departamento fez “tudo o possível” para evitar essas mobilizações.
“Isso significa que nos reunimos 60 vezes com o Ámbito onde estão representados os legítimos representantes dos trabalhadores, bem como os representantes dos médicos, CCOO, UGT, CSIF, SATSE (...) Além disso, nos reunimos 25 vezes com os sindicatos dos comitês de greve”, detalhou.
Foi assim que García respondeu ao deputado do Partido Nacionalista Basco (PNV) Joseba Agirretxea, que questionou a ministra durante a sessão de controle do Governo no Congresso dos Deputados sobre as medidas que ela adotará para que a greve dos médicos “não se prolongue indefinidamente”.
A ministra da Saúde insistiu que “ouvir” e “dialogar” é o que seu ministério tem feito ao longo de mais de 60 reuniões, depois que Agirretxea lhe repreendeu por uma “clara incapacidade” de elaborar um Estatuto-Quadro “inclusivo” e lhe pediu que assumisse sua “responsabilidade” e negociasse com os sindicatos médicos.
García garantiu que a Saúde continuará dialogando “quantas vezes forem necessárias”, mas respeitando os acordos alcançados. “Porque o que não pode acontecer é chegarmos a acordos nos quais haja uma redução do conflito e a outra parte não cumpra”, acrescentou, referindo-se ao comitê de greve.
COMPETÊNCIAS AUTONÔMICAS
Além disso, ele aludiu ao papel que as comunidades autônomas desempenham neste conflito, sinalizando que são elas que devem concretizar os avanços previstos no acordo do Estatuto-Quadro e insistindo que seu departamento não vai invadir competências nesta reforma legislativa.
“O secretário basco disse recentemente: ‘temos médicos suficientes para acabar com os plantões de 24 horas’. Faça isso, faça isso. Porque o Estatuto-Quadro estabelece os limites, define a partitura, mas a música tem que ser tocada por vocês”, sublinhou.
Nesse ponto, ele lembrou que o rascunho do Estatuto-Quadro inclui o fim dos plantões de 24 horas, mas que, se alguma comunidade quiser estabelecer plantões de 12, 10 ou oito horas, “tem plena competência” para fazê-lo, já que a única coisa necessária é pessoal.
“O único requisito necessário para melhorar as condições de trabalho é o pessoal. E o quadro de pessoal é de competência das comunidades autônomas. Portanto, sim, vamos continuar dialogando, mas precisamos que todos rememos na mesma direção”, destacou.
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