Alejandro Martínez Vélez - Europa Press - Arquivo
Expressa “preocupação” com a situação em Gaza e as políticas de controle migratório dos Estados Unidos MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, defendeu nesta segunda-feira perante a Organização Mundial da Saúde (OMS) o reforço da cooperação, do diálogo, da equidade e do direito à saúde num momento histórico “desafiador”, marcado por “tentativas de enfraquecer o multilateralismo e corroer os direitos fundamentais”.
Ela se expressou nestes termos durante a 158ª reunião do Conselho Executivo da OMS, que se realiza até este sábado em Genebra (Suíça). Em sua intervenção, García parabenizou a OMS pelas medidas adotadas diante da crise de financiamento e pediu que se avançasse nas reformas internas para reforçar sua governança. “A Espanha considera imprescindível avançar em uma reflexão estratégica sobre a arquitetura da saúde global, que preserve e fortaleça sua vertente multilateral e a torne mais eficaz para enfrentar os grandes desafios globais”, destacou.
Nesse ponto, ela fez referência à Iniciativa de Ação para a Saúde Global impulsionada pela Espanha em julho passado durante a 4ª Conferência Internacional sobre Financiamento para o Desenvolvimento das Nações Unidas, realizada em Sevilha. “Aspiramos a esforços mais amplos para dar o impulso político necessário aos processos de reforma”, afirmou a ministra da Saúde.
“Do nosso ponto de vista, é fundamental avançar para um financiamento sustentável e previsível, com a Organização Mundial da Saúde desempenhando um papel central que permita coordenar todos os atores sob regras comuns e fortalecer os sistemas de saúde baseados na atenção primária e no acesso universal”, sublinhou.
Além disso, reiterou o apoio da Espanha nas negociações sobre o sistema de acesso a patógenos e participação nos benefícios (PABS, na sigla em inglês), um elemento fundamental do Acordo sobre Pandemias, que se espera que entre em vigor após a próxima Assembleia Mundial da Saúde. GAZA E ESTADOS UNIDOS
Por outro lado, expressou sua “preocupação” com a situação em Gaza e afirmou que a OMS “não pode ignorar” a privação do direito fundamental à saúde de mais de dois milhões de pessoas. “Desde outubro de 2025, centenas de mortes e milhares de feridos foram confirmados”, acrescentou.
Além disso, alertou sobre as “políticas de controle migratório que geram medo em comunidades inteiras”, em referência às políticas implementadas pelo governo de Donald Trump nos Estados Unidos. “Elas dissuadem milhares de pessoas de acessar os serviços de saúde, com graves consequências para a saúde pública e os direitos humanos que também não podemos permitir”, afirmou.
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