A. Pérez Meca - Europa Press - Arquivo
MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, defendeu no Senado o recorde de 12.366 vagas para Formação Especializada em Saúde convocadas este ano e se declarou “orgulhosamente responsável” pela gestão de seu departamento, após o pedido da senadora do PP Rosa Romero de realizar uma auditoria independente dos exames MIR.
“Entendo que estejam furiosos porque estamos revertendo todos os seus cortes. Entendo que estejam furiosos porque este ano alcançamos um número histórico com 12.366 vagas contra as suas píricas 8.000, 40% a mais”, destacou García durante a sessão de controle do Governo no Senado.
Além disso, a ministra mostrou-se orgulhosa das ações que o departamento que dirige está realizando, como promover uma lei para proteger a universalidade, bem como aprovar o primeiro Plano Nacional Contra o Suicídio e por ter trazido mais de 60 crianças de Gaza para serem tratadas.
“E veja se o nosso sistema de saúde pública é universal, de qualidade e magnânimo, que também é capaz de tratar todos aqueles que, como vocês, querem desacreditá-lo e cortá-lo”, repreendeu García à senadora do PP.
Na mesma linha, a ministra criticou que, quando os senadores do PP “ouvem falar de saúde e assistência médica, na verdade ouvem o ‘tin-tin’ da caixa registradora”, e garantiu que o modelo de saúde que defendem tem como “grande farol” os Estados Unidos, onde, segundo ela, 65% das falências familiares se devem ao sistema de saúde.
Além disso, reivindicou sua participação em mobilizações em defesa do sistema público. “A saúde não se vende, a saúde se defende”, concluiu. “O EXAME MIR ULTRAPASSOU TODAS AS LINHAS VERMELHAS”
Durante sua intervenção, a senadora do PP Rosa Romero criticou que o último exame MIR “ultrapassou todos os limites” após a demissão de especialistas e o atraso na publicação das listas.
“Transformaram este exame num desastre absoluto, numa insegurança jurídica para milhares de candidatos que não pode ser admitida”, afirmou, ao mesmo tempo que lembrou que a Associação MIR Espanha solicitou uma auditoria externa para apurar responsabilidades.
Por tudo isso, voltou a reclamar uma auditoria independente e pediu “transparência e taquígrafos para saber a verdade”, sublinhando que o MIR “não é mais um trámite, mas a porta de entrada para a formação dos futuros especialistas”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático