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MADRID 19 maio (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, que discursou na Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS), defendeu “mais cooperação e menos egoísmo” como resposta conjunta diante de futuras crises sanitárias e, referindo-se aos conflitos em Gaza, no Líbano e à crise no Sudão, alertou que “não há saúde global sem paz”.
A ministra da Saúde interveio na sessão plenária da 79ª Assembleia, que se realiza esta semana em Genebra (Suíça), onde defendeu a negociação do Tratado sobre Pandemias, a saúde global e o multilateralismo.
“Acreditamos em uma saúde global baseada na ciência, em sistemas públicos sólidos, na cooperação entre países e na dignidade humana. Porque, se os vírus não conhecem fronteiras, a solidariedade, a evidência científica ou a defesa da vida também não deveriam conhecê-las”, afirmou.
Como exemplo, citou a resposta da Espanha ao recente surto de hantavírus, destacando a coordenação com a OMS e com dezenas de países e a disponibilização de recursos sanitários, científicos e logísticos “sem perguntar de onde vinham os passageiros”. “Entendemos que, quando surge uma crise, a única prioridade possível é a humanidade”, acrescentou.
“Mas hoje não podemos falar de saúde global ignorando o sofrimento do mundo”, assinalou, lembrando a “condenação mais firme” da Espanha “perante o horror que a população civil continua a viver em Gaza e que se estendeu ao Líbano, a crise humanitária no Sudão e o recente conflito no Golfo Pérsico”.
“Não há saúde possível sob as bombas. Não há saúde possível entre as ruínas. Não há saúde global sem paz e sem direitos humanos. Hoje precisamos de mais OMS e menos negacionismo. Mais cooperação e menos egoísmo. Mais ciência e menos indiferença. Vamos fazer isso”, concluiu.
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