Publicado 04/06/2026 09:09

Mónica García critica Ayuso pelos cortes e pela privatização, após esta ter acusado a médica de "ineficácia" em relação à greve

A ministra da Saúde, Mónica García, durante a apresentação do “Relatório: Estado de saúde e uso do sistema de saúde pela população migrante na Espanha”, em 1º de junho de 2026, em Madri (Espanha).
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS) -

A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou nesta quinta-feira que “os cortes, a privatização e o desvio de dinheiro público” por parte de comunidades autônomas como a de Madri são os fatores que “prejudicam” a saúde pública, depois que a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, tenha criticado a “ineficiência na gestão” de García em relação à greve dos médicos.

“A crise na saúde é provocada pelas comunidades que menos investem em saúde por habitante, por exemplo, a Comunidade de Madri, aquelas que têm menos médicos de Atenção Primária e menos enfermeiros de Atenção Primária, por exemplo, a Comunidade de Madri", afirmou a ministra em declarações à imprensa antes do encerramento do seminário “Análise e reivindicação do Estado de Bem-Estar”, organizado pelo CCOO e pela Fundação Primeiro de Maio.

Paralelamente, ela continuou alertando que essa situação também é responsabilidade das comunidades autônomas “que privatizam parte” do sistema de saúde, voltando a mencionar a Comunidade de Madri, bem como daquelas “que, em vez de destinar os impostos para pagar melhor seus profissionais e melhorar suas condições de trabalho, uma vez que isso é de sua competência, dedicam-no a retirar os impostos dos ricos".

"É isso que deteriora nossa saúde pública: os cortes, a privatização e o desvio de dinheiro público", concluiu a ministra.

Essas declarações ocorreram depois que Isabel Díaz Ayuso apontou, na sessão plenária da Assembleia de Madri, que a Comunidade perdeu “mais de 215 mil consultas, 10.400 cirurgias, quase 22.000 exames e 16,5 milhões de euros devido à ineficácia e à gestão" de Mónica García.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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