Gabriel Luengas - Europa Press
Ele diz que 100 pacientes esto atualmente recebendo tratamento com blinatumomab.
MADRID, 11 fev. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, garantiu que 100 pacientes esto atualmente recebendo tratamento com blinatumomab, apesar de este medicamento para leucemia infantil no ser financiado pelo SNS, ao mesmo tempo em que lamentou que os "boatos" sobre a disponibilidade deste medicamento venham da presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, a quem ela chamou de "embaixadora de Trump".
Foi assim que García defendeu sua gesto dessa questo durante a sesso de controle do governo no Senado, após a acusao do senador do PP, José Manuel Aranda, que criticou o fato de a Comisso Interministerial de Preos de Medicamentos ter, em várias ocasies, "jogado para trás" trs das cinco indicaes para o blinatumomab que "so aprovadas pela sociedade e pelas diretrizes clínicas de hematologia".
"O senhor traz aqui farsas, como no caso do blinatumomab, em que, é claro, a melhor embaixadora das farsas e das 'fake news' é a senhora Ayuso, que mais uma vez disse que estamos abandonando os pacientes", censurou García ao 'popular' durante a sesso de controle do governo no Senado.
García também props que o PP pode ajudar os pacientes com cncer "defendendo o Sistema Nacional de Saúde de cortes, boatos e corrupo", bem como "denunciando essas listas de espera como o embaixador de Trump fez na Comunidade de Madri, onde mais de um milho de pessoas esto esperando por um teste de diagnóstico".
"Denunciem os fraudadores de impostos e também denunciem todas as comunidades que perdoam impostos aos mais ricos. Essa é a única maneira de me mostrar que voc tem uma preocupao real com os pacientes com cncer neste país", disse García.
O senador do PP criticou o fato de que, desde 2018, o tempo em que os medicamentos oncológicos obtm financiamento da Comisso Interministerial de Preos de Medicamentos dobrou, algo que o ministro negou. "Sinto muito, mas no é verdade. Temos maior acesso a medicamentos oncológicos em comparao com o resto dos países ao nosso redor", acrescentou García.
"Vocs devem se orgulhar de ser um país que é líder em testes clínicos, que tem mais de 30.000 e 40.000 medicamentos disponíveis antes de serem financiados e que temos um gasto muito maior no PIB com farmácia do que nos países ao nosso redor. Nós, por outro lado, temos orgulho de ter esse estado de bem-estar social. Portanto, no, Sr. Aranda, a Espanha no é um dos países com o pior acesso a medicamentos. E se o senhor diz o contrário, ou é por ignorncia ou por má fé", ressaltou o ministro.
EXAME DE CNCER DE PRÓSTATA EM CEUTA E MELILLA
Durante a sesso plenária, o senador do PP Abdelhakim Abdeselam perguntou ao ministro se o governo, por meio do Instituto Nacional de Gesto de Saúde (INGESA), planeja implementar o exame de cncer de próstata como uma técnica de deteco precoce em Ceuta e Melilla.
"A triagem provou ser eficaz, conforme endossado por sociedades científicas, oncológicas e médicas", disse Abdeselam, que pediu que essa triagem fosse introduzida "para pacientes com mais de 45 anos de idade com histórico familiar e para aqueles com 50 ou 70 anos de idade que tm maior probabilidade de sofrer com isso".
Para o 'popular', trata-se de um método "útil, simples e econmico", que ele comparou com outros exames para cncer de mama e de cólon, que "salvaram muitas vidas".
No entanto, García ressaltou que "todas as organizaes nacionais e internacionais dizem que o rastreamento populacional do cncer de próstata no é indicado no momento", enquanto ele deu como exemplo outros tipos de rastreamento que tm respaldo científico, como "cncer de mama, cervical ou de cólon".
Sobre esse ponto, García lembrou ao senador 'popular' que, "embora o Ministério da Saúde seja responsável pela assistncia médica, no que diz respeito saúde pública e ao rastreamento, o Departamento de Saúde Pública da Cidade Autnoma de Ceuta é responsável, ou seja, o PP é responsável por eles".
A ministra também disse que o INGESA está trabalhando com o Ministério Regional para ampliar as faixas etárias para alguns exames, como cncer de cólon ou de mama: "Mas, especificamente, nem o Programa de Atividades Preventivas e Promoo da Saúde na Espanha nem a Fora-Tarefa de Servios Preventivos dos Estados Unidos endossam o exame de cncer de próstata como uma estratégia generalizada", disse ela.
"Ambas as organizaes concordam que há riscos de sobrediagnóstico e riscos de sobretratamento que podem superar os benefícios, portanto, essa discusso sobre o rastreamento ou no se baseia, como voc bem disse, em decises individuais baseadas no histórico familiar e nas características individuais", explicou.
"Portanto, lamento dizer que nem as evidncias científicas sustentam esse tipo de rastreamento e, em particular, nem sequer é responsabilidade do Ministério da Saúde ou do INGESA", concluiu.
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