Alberto Ortega - Europa Press
MADRID 16 out. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, assegurou nesta quinta-feira que, se a Comunidade de Madri não tiver um registro de médicos que se opõem conscientemente ao aborto dentro de um mês, ela o levará ao tribunal.
"Se este registro de objetores não for aplicado dentro de um mês, iremos aos tribunais porque a senhora Ayuso estará infringindo a lei, e quando alguém infringe a lei neste país, vai aos tribunais e nós teremos que aplicar uma disputa administrativa", disse ela em uma declaração antes de falar no 'Fórum de Profissões de Saúde: A profissão médica na Espanha', organizado pela Europa Press e Hospiten, do qual ela participou.
García insistiu que a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, "se meteu em uma confusão absolutamente desnecessária em sua cruzada contra as mulheres e os direitos das mulheres".
Ele também rejeitou o argumento da presidente de que o registro estigmatiza as objetoras porque não é público. "É um registro anônimo e não só não estigmatiza, como também protege os objetores em um registro que o Tribunal Constitucional já disse que deve ser ativo e individual, que devem ser os objetores que dizem 'eu não quero exercer esse serviço do Sistema Nacional de Saúde'".
E ele ressaltou mais uma vez que em Madri já existe um registro de eutanásia, "que a Sra. Ayuso cumpre perfeitamente".
Considera que o Partido Popular "tem que escutar a sociedade" e que, por isso, "a senhora Ayuso pegou cabo, além das 'boutades' a que estamos acostumados todos os dias, porque neste país se cumpre a lei e se respeitam os direitos das mulheres".
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