Gustavo Valiente - Europa Press - Arquivo
MADRI 31 ago. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou que a vacinação das pessoas em Ceuta, como medida preventiva diante da crise migratória, teve início na semana passada e espera que o processo possa ser agilizado nos próximos dias.
“Não houve atrasos. Na semana passada já começamos a vacinar e espero que, nesta semana, possamos agilizar a vacinação”, afirmou a ministra da Saúde durante uma entrevista no programa ‘La Mirada Crítica’, da Telecinco, divulgada pela Europa Press.
Nesse contexto, a ministra explicou que as doses provêm de um “estoque” das comunidades autônomas e fazem parte do calendário de vacinação “normal”. Especificamente, a Comissão de Saúde Pública (CSP) aprovou o envio para Ceuta de até 45.000 doses de vacinas, das quais 15.000 são contra o sarampo, a rubéola e a varicela, 10.000 contra difteria e tétano, 10.000 contra varicela e 10.000 contra poliomielite.
Em seguida, ela ressaltou que os migrantes não trazem doenças, mas podem adoecer devido às condições de “insalubridade” e “superlotação”. “Por não poderem beber água potável, por não terem acesso a alimentos”, indicou.
Além disso, ressaltou que a sarna pode ser transmitida por essas condições de superlotação, ao mesmo tempo em que observou que não foi encontrado nenhum caso de tuberculose entre a população migrante.
Por outro lado, ele voltou a negar que tenha ocorrido um colapso na área da saúde em Ceuta, embora tenha esclarecido que isso não significa que o sistema de saúde da cidade autônoma não tenha sido sobrecarregado.
“Não há colapso, o que não significa que o sistema não tenha sido sobrecarregado nem que os profissionais não tenham tido que se empenhar a 120% para que, de fato, esse colapso não ocorresse. Mas a mensagem de colapso é uma mensagem que considero grave”, afirmou.
ESTATUTO-QUADRO
Por fim, questionada sobre as manifestações previstas para este outono contra o Estatuto-Quadro, García mostrou-se satisfeita por ter dado o “pontapé inicial” para a melhoria das condições de trabalho dos profissionais da saúde.
“Tenho orgulho de que isso tenha servido de alavanca para que as comunidades autônomas tomem medidas e comecem a melhorar as condições de trabalho nos aspectos que são de sua competência, como reforçar o quadro de funcionários e investir em nosso Sistema Nacional de Saúde”, destacou.
Assim, ela destacou que, graças ao impulso do Estatuto-Quadro, algumas comunidades chegaram a acordos “de acordo com o que diz o Estatuto-Quadro” para reduzir os plantões, a carga de atendimento e as horas de plantão, bem como para facilitar a conciliação familiar dos profissionais e melhorar suas condições de trabalho.
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