Mateo Lanzuela - Europa Press
MADRID 9 abr. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou que “os sindicatos médicos se distanciaram das reivindicações dos profissionais”, bem como de seus “legítimos descontentamentos”, uma vez que ela assegurou que mantêm uma atitude de "bloqueio" que impediu o cancelamento da greve médica, cujas próximas paralisações estão previstas para os dias 27 a 30 de abril.
“Os profissionais querem avançar, querem acelerar esses processos de mudança e de melhoria de suas condições de trabalho, e são os próprios sindicatos médicos que estão colocando o freio e bloqueando as possíveis negociações e os possíveis acordos”, afirmou antes do início da reunião de um novo Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (SNS).
García, que lembrou que “a não reunião” marcada na véspera com o Comitê de Greve, e que terminou sem entendimento em relação à mediação acordada com os governos autônomos, foi “a 26ª” realizada até o momento. A presidente da Plataforma de Organizações de Pacientes (POP), Carina Escobar, “ficou sozinha em uma sala”, destacou, ao mesmo tempo em que ressaltou que, por parte do Ministério da Saúde, a aposta é “pelo diálogo”.
“Apostamos nos acordos que, devo lembrar, já alcançamos em várias ocasiões com os próprios sindicatos médicos”, afirmou, acrescentando que não são “capazes de avançar” porque, após chegarem a entendimentos, “quando saem pela porta do Ministério, de alguma forma, ou não os contemplam ou os revogam”. “Os profissionais não precisam que os sindicatos se levantem da mesa, não se sentem, bloqueiem ou coloquem o conflito no centro”, declarou.
Além disso, a ministra confirmou que manteve conversas com as comunidades autônomas que propuseram a mediação. “Acredito que haja uma profunda frustração e decepção por não podermos continuar avançando” e “acredito que esteja no espírito das comunidades autônomas, não de todas, mas poderia dizer da maioria, que querem remar a favor da solução do conflito, que estão remando a favor da solução do conflito porque parte do conflito também decorre das competências das comunidades autônomas”, explicou.
“ESTÃO FICANDO SOZINHOS” PORQUE A MAIORIA DAS CCAA “ESTÁ TRABALHANDO A FAVOR”
“Há comunidades autônomas que já estão, não apenas negociando com os sindicatos médicos de sua autonomia, mas também resolvendo e já colocando em prática algumas das medidas previstas no Estatuto-Quadro”, continuou ele, ao mesmo tempo em que destacou que “está na vontade dos pacientes, do Fórum da Profissão Médica, do Ministério e das comunidades que este conflito seja resolvido”.
"Minha impressão é que os sindicatos estão ficando isolados em um lado de um conflito que, acredito, já ninguém é capaz de explicar", enfatizou, acrescentando que "o que os profissionais precisam é que se chegue a acordos, que haja avanços e que o Estatuto-Quadro abra portas para outros avanços", bem como “outras legislações, como a Lei de Ordenamento das Profissões da Saúde (LOPS)”. Tudo para que “vejam refletidas suas reivindicações, aquelas que são de competência do Ministério”, afirmou.
Além disso, García garantiu que a pasta governamental que lidera “vai continuar insistindo”. “Nós os convocamos novamente para segunda-feira”, afirmou, após o que assegurou que também se reunirão, e se necessário, “na terça, na quarta, na quinta e na sexta-feira”. Tudo “até que este conflito seja suspenso”, observou.
“Já participei de muitas mesas de negociação, de ambos os lados”, e a atual “é a atitude mais obstrucionista”, confirmou. “Nunca vi nada assim”, insistiu, destacando, por isso, que “já não há mais desculpas para suspender uma greve motivada por questões que já estão resolvidas” e “acordadas com os sindicatos e com o restante da classe médica”.
Por fim, García referiu-se a uma reivindicação concreta do Comitê de Greve, que é a aposentadoria antecipada. “Vivemos em um país onde as normas são comuns para todos”, pelo que “a profissão médica não pode se dissociar do seu sistema de saúde, nem pode se dissociar do país em que vive”, sublinhou, concluindo ao afirmar que existem “normas comuns para a aposentadoria”.
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