A. Pérez Meca - Europa Press
MADRID 26 jun. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou que os sindicatos médicos continuarão a greve contra o Estatuto-Quadro, mesmo que ela decida retirar esse anteprojeto de lei, que vem provocando paralisações desde o outono passado e que se prolongarão ininterruptamente a partir de setembro.
A ministra, que afirmou que os sindicatos a alertaram de que continuarão com a greve — “tanto se você mantiver o Estatuto-Quadro quanto se você o retirar” —, considera que a decisão é motivada por interesses que vão além das reivindicações dos médicos.
“Nos últimos encontros e negociações, os sindicatos médicos falaram menos das reivindicações dos médicos e mais de suas próprias reivindicações”, como “ter uma mesa exclusiva para eles e, de alguma forma, se separar do restante dos sindicatos”, indicou ela em entrevista ao programa “Las mañanas de RNE”, da Rádio Nacional da Espanha, divulgada pela Europa Press.
Nesse sentido, García lembrou que se reuniu “30 vezes com os sindicatos médicos” e “60 vezes com os sindicatos da mesa legitimamente eleitos por seus colegas”. “Nas últimas reuniões, perguntamos a eles: ‘o que podemos fazer para amenizar o conflito e dar continuidade ao diálogo?’”, expôs ele, para em seguida explicar que “muitas das reivindicações” são “de outra instância”, referindo-se ao fato de que esse conflito já se estendeu às Comunidades Autônomas, que são as responsáveis por sua resolução.
“Grande parte da solução do problema está nas mãos das comunidades autônomas porque o Estatuto-Quadro, assim como qualquer reforma trabalhista, qualquer reforma ou o Estatuto Básico do Funcionário Público (EBEP), o estatuto básico dos trabalhadores, estabelece os limites”, declarou a esse respeito, para acrescentar que se reunirá novamente com os sindicatos médicos “quando eles quiserem”.
AFIRMA QUE ESSAS ORGANIZAÇÕES ENCARAM ESSA NORMA COMO “UM AVANÇO”
Além disso, ele afirmou que as soluções propostas pelo Ministério da Saúde “agradam” a esses representantes sindicais. “Não há um único sindicato que não tenha dito que, de fato, o Estatuto-Quadro é um avanço, mas que o Estatuto-Quadro fica aquém do necessário”, enfatizou, após o que afirmou que a parte que falta para se chegar a um acordo implicaria invadir as competências regionais e não respeitar o ordenamento jurídico.
Por fim, a ministra reconheceu que “ainda há um longo caminho a percorrer para este Estatuto-Quadro”. “Espero que não” seja mais extenso do que o período restante para o término da atual legislatura, ressaltou ela, concluindo, no entanto, que essa norma harmoniza “os limites mínimos a partir dos quais cada uma das comunidades, posteriormente, terá que exercer suas competências”.
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