Fernando Sánchez - Europa Press - Arquivo
MADRI 11 set. (EUROPA PRESS) -
A ministra da Saúde, Mónica García, afirmou que tentou “evitar em todos os momentos” a greve convocada pelos sindicatos médicos para meados de outubro e reconheceu que os médicos têm “motivos legítimos” para protestar, embora acredite que parte de suas reivindicações deva ser atendida pelas comunidades autônomas, que detêm as competências em planejamento, organização e recursos humanos.
“Devo dizer que evitei e tentei evitar a todo momento essas paralisações por uma razão muito simples: porque o estatuto-quadro está no Congresso dos Deputados”, afirmou em entrevista à Onda Cero divulgada pela Europa Press, na qual reiterou que se trata de uma lei que chegou ao Congresso dos Deputados para ser “aprovada, rejeitada ou alterada pelos grupos parlamentares”.
Além disso, defendeu que seja possível trabalhar em uma legislação específica para médicos e profissionais da área da saúde — uma das reivindicações do comitê de greve —, desde que isso não seja feito “às custas das melhorias trabalhistas dos demais profissionais”.
“O que o Congresso dos Deputados, que é onde se legisla, precisa decidir agora é se os profissionais mantêm as melhorias do Estatuto-Quadro, que acredito serem inquestionáveis para todos os profissionais, ou se mantêm com a legislação de 2003, que é a que perpetuou todos esses problemas que hoje são denunciados de forma legítima por todos os profissionais”, acrescentou.
García defendeu que os médicos têm “razões legítimas para o protesto”, embora tenha alertado que “o Estatuto-Quadro não resolve o problema”, já que “não pode nem deve se intrometer” na forma como se organiza ou se planeja, por exemplo, um serviço de emergência de um hospital, pois essas questões são de competência das comunidades autônomas.
Assim, ela insistiu que “cada reivindicação tem seu canal específico” e citou como exemplo vários acordos já firmados entre os sindicatos organizadores da greve e os governos regionais.
Questionada diretamente sobre se participaria da greve, a ministra não deu uma resposta concreta. Ela garantiu, porém, que, como médica, exigiria que a Comunidade de Madri lhe devolvesse os “200 euros mensais” que, segundo afirmou, lhe foram retirados desde 2012 pelos plantões.
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