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Ele também presta atenção ao consumo de óxido nitroso.
MADRID, 5 set. (EUROPA PRESS) -
A Procuradoria Geral da República expressou "especial preocupação" com o notável aumento do consumo de cannabis entre os jovens na Espanha, chegando a afirmar que foram detectados casos de uso inicial entre crianças de 9 e 10 anos.
Isso está refletido em seu Relatório Anual 2024, apresentado nesta sexta-feira no início do ano judicial e consultado pela Europa Press. Para o Ministério Público, esse início precoce do consumo - com substâncias geneticamente modificadas para atingir altas concentrações de THC (às vezes acima de 40%) - representa, e ainda mais em um futuro próximo, um "grande problema de saúde pública", devido ao risco de desenvolver doenças mentais associadas ao consumo dessa substância.
Nesse sentido, ele ressalta que a população jovem desconhece os "graves riscos" derivados do abuso de cannabis do ponto de vista da saúde mental, bem como o do uso de cannabis e o desencadeamento de certas patologias, que "podem chegar a surtos psicóticos, e que levam a numerosas internações involuntárias de menores por psicose reativa ao uso de drogas".
Além do consumo entre menores, ele alerta para o "crescimento exponencial" das chamadas associações canábicas. Assim, ele afirma que já é possível perceber o aumento de casos de esquizofrenia e bipolaridade entre adolescentes e jovens adultos, cujo padrão comum é esse consumo e que, "uma vez desenvolvido, se tornará parte de sua realidade".
Por essa razão, o Ministério Público ressalta que busca e promove o controle das associações canábicas, "tentando evitar que elas realizem, de forma fraudulenta, uma distribuição indiscriminada de cannabis, sob a égide de uma atividade apenas aparentemente legal".
Também defende sua atitude proativa na persecução de grandes plantações de maconha, que muitas vezes estão "associadas à prática de outros atos ilegais, como fraude de água e eletricidade".
ÓXIDO NITROSO OU "GÁS DO RISO".
O Ministério Público também destacou o consumo de óxido nitroso ou "gás do riso", especialmente devido à venda ambulante dessa substância na ilha de Ibiza. De acordo com o relatório, esse tipo de venda dá origem à abertura de "numerosos processos urgentes por delitos penais e processos preliminares durante o serviço de plantão na temporada de verão".
A esse respeito, ele ressalta que se trata de uma substância que os consumidores consideram que, por não ser uma droga classificada como tal nas listas de convenções internacionais, não tem efeitos nocivos.
"No entanto, sua inalação pode causar riscos significativos para a saúde, especialmente porque a maioria dos que compram essa substância são adolescentes que querem obter uma certa sensação de embriaguez ou alegria inalando um balão inflado com óxido nitroso, sendo o preço particularmente atraente, em torno de 3 a 5 euros", ressalta.
No entanto, o Ministério Público lembra que a Agência Espanhola de Medicamentos (AEMPS) indica que se trata de uma substância farmacologicamente ativa sujeita a prescrição médica que só pode ser administrada por pessoal médico experiente com acesso a equipamentos de reanimação.
"Seu uso para fins recreativos ou outros fins não médicos representa um risco para a saúde pública, devido a possíveis efeitos adversos respiratórios, hematológicos ou neurológicos, que podem até causar a morte", adverte.
No total, 216 procedimentos preliminares e 58 procedimentos urgentes foram abertos na ilha de Ibiza em 2024, e 50 acusações foram apresentadas por crimes contra a saúde pública de acordo com o artigo 359 do Código Penal.
MDMA E COCAÍNA ROSA
Por outro lado, o Ministério Público informou que o perigoso aumento das apreensões de MDMA e cocaína rosa ou 2cb (popularmente conhecida como 'tusi') está sendo "cuidadosamente analisado", pois garante que "denota claramente um forte aumento nos padrões de consumo dessas substâncias".
Ele ressalta que ambas as substâncias estão fortemente ligadas à vida noturna e, portanto, são muito acessíveis a jovens e adolescentes. Também alerta que seu uso está associado a um impacto "muito prejudicial" à saúde, maximizado pelo fato de serem misturadas, às vezes simultaneamente, com cannabis e álcool.
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