Nicola Marfisi/AGF via ZUMA Pres / DPA
MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público de Bolonha abriu uma investigação contra 12 pessoas pelos violentos distúrbios que eclodiram há mais de uma semana, após a morte do cidadão marroquino Abderrahim Fakir, que foi borrifado com spray de pimenta e imobilizado no chão por vários policiais até morrere asfixiado.
A investigação ficou a cargo do promotor Stefano Dambruoso, e os suspeitos são acusados de diversos crimes de gravidade variada, como resistência à autoridade, danos ou lesões, pelos distúrbios ocorridos na noite de 20 de julho, conforme informou a emissora italiana RAI.
Uma manifestação pacífica percorreu as ruas da cidade naquele dia, liderada pelo prefeito, Matteo Lepore, embora a marcha tenha terminado com investidas policiais, lançamento de gás lacrimogêneo e incêndio de veículos, deixando pelo menos 64 policiais feridos.
A morte de Fakir, pela qual estão sendo investigados dois policiais da delegacia de Pontevecchio e quatro profissionais de saúde do serviço de ambulâncias, gerou indignação em todo o país devido à semelhança com o que ocorreu nos Estados Unidos com o afro-americano George Floyd, que reacendeu o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam).
Grande parte dos acontecimentos em Bolonha foi registrada em um vídeo feito de uma janela por um vizinho, no qual o homem aparece pedindo ajuda enquanto permanece deitado de bruços e com as mãos algemadas nas costas. Após vários minutos, ele perde a consciência enquanto os policiais continuam sobre ele e, apesar de a equipe de saúde prestar atendimento, acaba falecendo.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou a morte como “inaceitável”. “Sobre a morte de Abderrahim Fakir, é imprescindível que as possíveis responsabilidades sejam apuradas com o máximo rigor. É preciso chegar ao fundo da verdade, sem preconceitos e sem fazer concessões a ninguém”, afirmou.
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