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MADRID 5 fev. (EUROPA PRESS) -
Pessoas com mais de 70 anos, profissionais de saúde e pessoas que cuidam ou convivem com pessoas vulneráveis são alguns dos grupos que devem continuar a ser vacinados contra a Covid-19 durante a campanha 2025-2026, de acordo com um relatório publicado pelo Ministério da Saúde, que analisa as evidências científicas da imunização, cinco anos após a administração da primeira vacina na pandemia.
O Ministério da Saúde do governo recomenda, após um relatório elaborado pelos consultores científicos do Gabinete da Ministra, que também sejam imunizadas pessoas com doenças crônicas graves ou com o sistema imunológico enfraquecido e aquelas que vivem em residências ou outras instituições fechadas. A recomendação é uma dose sazonal, mesmo que já tenham recebido outras anteriormente ou tenham passado pela doença. É necessário que tenham decorrido pelo menos três meses desde a última dose ou infecção — seis no caso de certas vacinas específicas —, continuou o Ministério da Saúde, acrescentando que este composto pode ser administrado ao mesmo tempo que o da gripe, o que facilita a sua inclusão nas campanhas sazonais.
Como resumo destes primeiros cinco anos desde a primeira vacina contra a Covid-19, que ocorreu em 27 de dezembro de 2020, o Ministério da Saúde destaca, por meio de uma nota de evidência científica, que a vacinação se tornou uma das ferramentas mais eficazes para salvar vidas e reduzir o impacto da pandemia. DADOS DE MORTALIDADE EVITADA
Em números, e a nível global, destacou-se que a imunização evitou cerca de 20 milhões de mortes apenas no primeiro ano da campanha. Enquanto isso, na Europa, foram salvas 1,6 milhões de vidas e, na Espanha, cerca de 127.000 pessoas com mais de 25 anos poderiam ter morrido se a vacinação em massa não tivesse sido iniciada.
Por sua vez, e a título de exemplo, em crianças entre cinco e 11 anos, esta nota de evidência científica apresenta a estimativa, publicada na Revista Espanhola de Saúde Pública, de que a vacinação “reduziu significativamente as infecções (2-4% em um cenário de circulação semelhante ao de janeiro de 2022), com reduções mais modestas nas hospitalizações e mortes (6% em cenário de onda)”. Além disso, o Ministério da Saúde destaca que a proteção contra infecções leves pode diminuir com o tempo e com o surgimento de novas variantes, como a Ómicron. No entanto, ressaltou que os estudos confirmam que a proteção contra hospitalizações, doenças graves e mortes permanece alta, especialmente em pessoas que receberam doses de reforço.
No que diz respeito ao grupo de idosos e residentes em centros de longa permanência, foram destacados diferentes dados, como o fato de que, somente nas residências espanholas, estima-se que foram evitadas pelo menos 3.500 mortes e mais de 17.000 infecções nos primeiros meses da campanha.
Tudo isso representa, segundo o Ministério da Saúde, uma importante economia na área da saúde, uma vez que a vacinação se traduziu numa diminuição das hospitalizações e admissões em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). A título de exemplo, destacou-se o caso do País Basco, região em que se estima que, durante 2021, a imunização evitou entre 15.000 e 24.000 mortes e entre 46.000 e 75.000 hospitalizações, o que resultou em uma economia líquida de mais de 26 milhões de euros para o sistema de saúde.
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