Publicado 20/01/2026 09:39

O Ministério da Saúde lança um plano de apoio psicológico para voluntários e profissionais que intervieram em Adamuz.

Um dos vagões do trem Iryo que descarrilou, em 20 de janeiro de 2026, em Adamuz, Córdoba, Andaluzia (Espanha). O descarrilamento de um trem de alta velocidade e a subsequente colisão com outro comboio, ocorrido na tarde deste domingo em Adamuz (Có
Joaquin Corchero - Europa Press

A intervenção visa prevenir o trauma vicário MADRID 20 jan. (EUROPA PRESS) - O Ministério da Saúde informou que ativará nos próximos dias um programa específico de cuidados aos cuidadores, dirigido àqueles que estiveram na linha de frente da resposta ao acidente ferroviário ocorrido no município de Adamuz (Córdoba), como voluntários, forças de segurança, serviços de emergência e cidadãos organizados.

“O objetivo é prevenir o trauma vicário, um mal-estar emocional que pode surgir após uma exposição intensa e contínua à dor e ao sofrimento de outras pessoas. Afeta especialmente aqueles que ajudam em situações difíceis e muitas vezes não é reconhecido a tempo, apesar de seu impacto na saúde mental”, explicou a ministra da Saúde, Mónica García.

O Ministério indica que, numa primeira fase, a Junta da Andaluzia mobilizou recursos de assistência psicológica através do Grupo de Intervenção Psicológica em Emergências e Catástrofes (GIPEC), da Cruz Vermelha, de profissionais do Instituto de Medicina Legal e de outros recursos especializados.

Nesta segunda fase, o Ministério, através do Comissário de Saúde Mental, implementará este programa destinado aos cuidadores. Assim, os grupos serão organizados em Adamuz e outras localidades onde se encontram os afetados, como Córdoba, Málaga, Huelva e Madrid, e integrarão profissionais do Ministério da Saúde e da rede pública andaluza. “Estas equipas começarão a trabalhar nos próximos dias, assim que a fase de emergência terminar, ativando grupos de acompanhamento psicológico para voluntários e vizinhos, e outros específicos para pessoal de emergência e forças de segurança”, detalhou García, que acrescentou que a intervenção contará com profissionais especializados do Ministério, em coordenação com o Centro de Saúde Mental de Referência, para “garantir o acompanhamento e a continuidade da assistência”.

A ação do Ministério em Adamuz faz parte de uma estratégia mais ampla de intervenção em emergências, que já começou a ser desenvolvida em outras áreas do país afetadas por catástrofes recentes. O Ministério da Saúde destaca que se prevê a sua consolidação como parte do sistema de resposta permanente em saúde mental do Sistema Nacional de Saúde. Por último, a ministra reiterou que “desde o primeiro momento” estiveram em contacto com a Junta da Andaluzia para garantir uma resposta “coordenada e eficaz” e salientou que “cuidar de quem cuida é um investimento essencial na saúde pública e na coesão social”. Além disso, agradeceu o trabalho dos serviços de emergência, das Forças e Corpos de Segurança do Estado (FFCCSE) e de todas as pessoas que têm ajudado nestes dias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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