Publicado 13/08/2026 13:23

O Ministério da Saúde insiste que “não há uma situação de colapso do sistema de saúde” em Ceuta, embora reconheça uma “tensão signif

Vários migrantes, em 1º de agosto de 2026, em Ceuta (Espanha). Após a crise migratória desencadeada na última quinta-feira, 30 de julho, o fluxo de pessoas que atravessavam a nado de Marrocos para Ceuta finalmente cessou na manhã deste sábado. O movimento
Marcos Moreno - Europa Press

MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Saúde, Javier Padilla, insistiu que “não há, até o momento, uma situação de colapso do sistema de saúde em Ceuta”, apesar da chegada em massa de migrantes há duas semanas a essa cidade autônoma — circunstância que ele reconheceu ter causado uma “tensão significativa”.

“É curioso que não apareçam fotos do Hospital Universitário de Ceuta com leitos nos corredores e coisas do tipo, como ocorre atualmente em outras regiões”, afirmou com ironia, recusando-se a classificar a situação atual como um colapso. No entanto, por meio da rede social ‘X’, ele destacou o “esforço inegável dos profissionais de saúde” e a “necessidade imperiosa de resolver a situação desses migrantes”.

Segundo Padilla, Ceuta enfrenta neste momento “uma crise humanitária, não uma crise de saúde”. Embora tenha observado que “toda crise humanitária pode se transformar em crise sanitária, dependendo de sua evolução e resolução”, ele declarou que, no sistema de saúde dessa localidade, “a atividade assistencial normal programada está sendo mantida em todos os momentos, sem que tenha havido cancelamentos”.

De fato, ele ressaltou que, para chegar a esse ponto de controle, foi acionado o “Plano de Catástrofes”, com a criação de fluxos diferenciados e a abertura de pontos de atendimento e horários adicionais. Além disso, o objetivo é garantir que não haja cancelamento das atividades programadas, e o quadro de pessoal foi reforçado com 60 profissionais de saúde que, por enquanto, permanecerão em Ceuta até 31 de agosto, data em que a situação será reavaliada.

O IMPACTO SOBRE A OCUPAÇÃO HOSPITALAR FOI BAIXO

Padilla, que fez um balanço da gestão realizada nessas semanas, explicou que, no primeiro dia após a chegada dos migrantes, houve um pico de 1.149 atendimentos de saúde “que, se tivesse se mantido, teria sobrecarregado todo o sistema”. Em seguida, ele ressaltou que os números diminuíram e se estabilizaram “entre 300 e 400 atendimentos diários”, razão pela qual considera que “o impacto sobre a ocupação hospitalar foi baixo”.

Nesse sentido, ele informou que o Hospital Universitário de Ceuta conta com 175 leitos e atualmente apresenta uma ocupação de cerca de 63%. “Das camas ocupadas, apenas 33 são de migrantes”, sendo duas na Pediatria, três na Obstetrícia, oito na área cirúrgica, sete na área médica e 13 no setor de emergências”, especificou.

Por fim, e após destacar que “desde o fechamento da fronteira em 2020, a atividade assistencial diminuiu 34%, enquanto o número de profissionais aumentou 11,85%”, ele reconheceu que existe um “problema” em Ceuta, já que “até que a situação seja resolvida, existe um risco fundamental ligado às condições precárias de saúde nos locais onde se encontram os migrantes à espera de repatriação, asilo ou distribuição pelas comunidades autônomas”.

“Esse é um risco pré-sanitário no qual todas as administrações devem se concentrar agora, ao mesmo tempo em que se atende às necessidades de saúde daqueles que as necessitem”, continuou Padilla, que ressaltou que “o objetivo fundamental é prevenir o surgimento de outros problemas de saúde enquanto se resolve a causa fundamental existente”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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