Publicado 24/03/2026 11:41

O Ministério da Saúde inclui a greve dos médicos no ponto 2 da reunião do Conselho Interterritorial desta sexta-feira, conforme soli

Archivo - Arquivo - A ministra da Saúde, Mónica García, durante a sessão plenária do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), no Ministério da Saúde, em 9 de fevereiro de 2024, em Madri (Espanha). O Ministério da Saúde e as Comunida
Gabriel Luengas - Europa Press - Arquivo

MADRID 24 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde incluiu na pauta do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS) da próxima sexta-feira, 27 de março, um ponto no início da reunião sobre a situação da greve dos médicos, conforme solicitado por algumas secretarias de Saúde em carta à ministra Mónica García, com o objetivo de conhecer o impacto dessa greve e seus efeitos na assistência médica.

A nova pauta, à qual a Europa Press teve acesso, incorpora no seu ponto 2 a abordagem da “situação da greve dos médicos”. Conforme confirmam fontes do Ministério da Saúde, “dependendo do que ocorrer” nesta sexta-feira na reunião com as comunidades autônomas, “será mantida ou não” a reunião extraordinária do CISNS do próximo dia 9 de abril, convocada para tratar exclusivamente da greve.

Desde que a pauta da próxima reunião interterritorial foi divulgada, as secretarias de Saúde da Andaluzia, País Basco, Madri, Ilhas Baleares e Extremadura enviaram por escrito seu pedido para incluir como ponto específico a greve nacional dos médicos, a fim de conhecer as negociações com os sindicatos e as consequências assistenciais e econômicas das paralisações em seus respectivos serviços de saúde, levando em conta que, após duas jornadas semanais de paralisação — uma em fevereiro e outra em março —, foi necessário suspender milhares de consultas em toda a Espanha.

Um dia antes, na quinta-feira às 16h, está prevista uma reunião entre o Comitê de Greve Médica e o Ministério da Saúde, com a presença do Fórum da Profissão Médica (FPME) como mediador, para abordar os pontos de conflito que levaram à convocação das paralisações; a proposta que parte do próprio ministério, juntamente com uma segunda reunião na próxima segunda-feira, 30 de março, “não incorpora nenhum conteúdo novo” em relação ao rascunho de 11 de dezembro passado.

No entanto, “em um exercício de responsabilidade e boa-fé negocial, e com a vontade expressa de chegar a um acordo real”, o Comitê de Greve anunciou sua disposição de comparecer à reunião. Da mesma forma, o Ministério da Saúde espera que “esse encontro permita redirecionar o processo para um diálogo efetivo, centrado nas áreas em que é possível chegar a acordos”.

OUTROS ASSUNTOS A SEREM TRATADOS NA PAUTA

Além disso, na sessão plenária ordinária, as Comunidades Autônomas serão informadas sobre vários projetos normativos, entre os quais se encontram os anteprojetos da Lei das Organizações de Pacientes e da Lei de gestão pública e integridade do Sistema Nacional de Saúde, duas normas com as quais o Governo pretende reforçar o papel das associações de pacientes na tomada de decisões sanitárias e garantir a transparência e a boa governança do SNS.

Por outro lado, dois projetos de decreto-real técnicos, mas relevantes: por um lado, um que reforça os critérios de qualidade e segurança em radiodiagnóstico e ajusta o marco já vigente para a medicina nuclear, com maiores exigências em programas de garantia de qualidade, controle de doses e formação dos profissionais; e outro projeto de decreto real que aprova os novos Estatutos Gerais da Organização Médica Colegial e do Conselho Geral das Ordens Oficiais de Médicos, para atualizar a governança, as funções e a representação institucional da profissão médica.

Quanto à coordenação pelo Plenário, são aprovados indicadores para acompanhar o Marco Estratégico de Cuidados de Enfermagem e é aprovado o documento 2026-2030 da Estratégia de Cuidados Paliativos, que orientará como esses cuidados são organizados e avaliados em todo o SNS.

São atualizadas ferramentas importantes: segunda edição do Manual de Boas Práticas em Eutanásia, documento de consenso para doença renal crônica e reforço das Unidades de Isolamento e Tratamento de Alto Nível, além do manual do Registro de Doenças Raras.

São firmados acordos de repartição de recursos às Comunidades Autônomas para refugiados e para a Rede de Agências de Avaliação de Tecnologias em Saúde, vinculados ao planejamento anual de trabalho nessas áreas.

Além disso, as Comunidades Autônomas e a Secretaria de Saúde deverão aprovar a atualização do documento de consenso sobre prevenção da fragilidade e quedas em idosos (2026), que estabelece diretrizes comuns para detectá-las e preveni-las no âmbito do SNS.

E, finalmente, antes das perguntas e sugestões, serão fornecidas informações sobre diversas iniciativas: relatório anual sobre violência infantil; mapa de recursos de cuidados paliativos; relatório sobre o impacto do câncer no trabalho; relatório sobre poliomielite e pessoas afetadas; pegada de carbono na área da saúde; relatório de atividades na Atenção Primária e relatórios sobre o estado de execução dos créditos transferidos para as comunidades autônomas e o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA).

Destacam-se aqui a nova Estratégia Nacional de Doação e Transplante de Órgãos 2026-2030, que visa aumentar o número de doadores e transplantes, mantendo a qualidade e a equidade; e o relatório sobre os avanços da Estratégia de Saúde Digital do SNS.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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