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MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde publicou a atualização do guia de manejo clínico das doenças transmitidas por vetores, incluindo as transmitidas por carrapatos, com o objetivo de reforçar a capacidade do sistema de saúde e sua coordenação com a Saúde Pública diante de um grupo de patologias cuja relevância tem aumentado na Espanha.
O documento reúne de forma sistematizada as principais doenças associadas à picada de carrapatos presentes em nosso ambiente. Entre elas estão a febre hemorrágica da Crimeia-Congô, a febre exantemática mediterrânea, a borreliose de Lyme, a febre recorrente, a anaplasmose, a babesiose, a tularemia, a febre Q e a síndrome alfa-gal.
O guia incorpora recomendações específicas para o diagnóstico clínico e diferencial dessas doenças, levando em conta a diversidade de manifestações clínicas que podem apresentar, desde quadros leves até formas graves que requerem atendimento hospitalar. Além disso, detalha critérios de suspeita clínica baseados em antecedentes epidemiológicos, como a exposição a picadas em zonas de risco ou a permanência em ambientes naturais.
O documento também aborda os procedimentos de confirmação diagnóstica por meio de técnicas laboratoriais, bem como as diretrizes de tratamento e acompanhamento clínico adaptadas a cada patologia. Nesse sentido, destaca-se a importância da detecção precoce para melhorar a evolução dos pacientes e reduzir possíveis complicações.
Por outro lado, o guia destaca o papel essencial dos profissionais de saúde na proteção da saúde da população, além da saúde individual. Nesse sentido, uma comunicação adequada dos casos ao sistema de vigilância epidemiológica constitui um elemento-chave para conhecer a distribuição e a evolução dessas doenças no território, bem como para a adoção de medidas de controle no entorno dos casos.
A atualização foi elaborada por meio de uma abordagem multidisciplinar, com a participação de profissionais da atenção primária, do âmbito hospitalar, de emergências e da assistência pré-hospitalar das diversas sociedades científicas, bem como de profissionais de saúde pública e laboratórios, incluindo o Centro Nacional de Microbiologia.
Esta ação insere-se no Plano Nacional de Prevenção, Vigilância e Controle das Doenças Transmitidas por Vetores, baseado na abordagem “Uma Só Saúde”, que integra a coordenação entre saúde humana, animal, meio ambiente e gestão integrada do vetor.
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