Publicado 16/06/2026 06:40

O Ministério da Saúde estabelece uma estratégia comum de vacinação em todas as comunidades autônomas para migrantes e refugiados na

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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde estabeleceu, por meio da Comissão de Saúde Pública, uma estratégia comum de vacinação em todas as comunidades autônomas para migrantes e refugiados recém-chegados à Espanha, que prioriza a vacina contra o sarampo, a rubéola e a varicela, a poliomielite e a vacinação contra o tétano e a difteria.

“Esta estratégia é uma oportunidade de prevenção”, afirmou a ministra da Saúde, Mónica García, que lembra que “as vacinas são uma das ferramentas mais eficazes de saúde pública que existem; elas protegem quem as recebe, mas também fortalecem a proteção coletiva”.

A recomendação é que as pessoas acolhidas no Programa de Assistência Humanitária recebam, o mais rápido possível e preferencialmente durante as três primeiras semanas de permanência na Espanha, pelo menos uma dose inicial dessas vacinas, com esquemas acelerados quando a permanência permitir e sempre em coordenação com os serviços públicos de saúde.

Se a pessoa possuir uma carteira ou certificado de vacinação legível, serão consideradas as doses que constarem nessa documentação. Quando não houver tal documento, ele não for legível ou houver dúvidas sobre as vacinas recebidas, recomenda-se completar os esquemas necessários, uma vez que as vacinas sistemáticas apresentam um alto perfil de segurança.

Quando a permanência na Espanha se prolongar, recomenda-se completar o calendário de vacinação correspondente, tanto o previsto ao longo da vida quanto o indicado para grupos de risco, por meio de esquemas acelerados, incluindo a vacinação sazonal contra a gripe em pessoas institucionalizadas e a atenção a fatores específicos, como a gravidez.

As recomendações são dirigidas especialmente a adolescentes e adultos, uma vez que costumam ter mais dificuldades para acessar os programas regulares de vacinação e completar os esquemas. A população infantil e as mulheres grávidas contam, em geral, com circuitos mais estabelecidos de assistência à saúde, embora o documento também inclua indicações específicas para garantir sua proteção.

“Trata-se de garantir que ninguém fique de fora de uma ferramenta tão básica e eficaz como é a vacinação. Uma sociedade se protege melhor quando protege a todos. E a saúde pública não pergunta de onde vem uma pessoa, mas o que ela precisa para estar protegida”, acrescentou García.

PROPÕE REFORÇAR A COORDENAÇÃO ENTRE AS COMUNIDADES AUTÔNOMAS

No caso das mulheres grávidas, recomenda-se o encaminhamento prioritário para o circuito regular de Atenção Primária e o acompanhamento por parte de parteiras ou obstetras, para o controle da gravidez e a administração das vacinas indicadas no calendário vigente. Antes de administrar vacinas com vírus atenuados, como a trivalente ou a varicela, deve-se descartar a possibilidade de gravidez.

Em crianças, a estratégia propõe completar o calendário de vacinação correspondente à sua idade por meio de esquemas de recuperação. No caso de crianças menores de cinco anos, quando não for possível verificar se já estão protegidas contra a hepatite A, recomenda-se a administração dessa vacina devido ao risco de transmissão em ambientes de convivência com alta concentração de pessoas.

A estratégia também identifica barreiras administrativas, econômicas, culturais, linguísticas e de registro que podem dificultar o acesso à vacinação. Para superá-las, propõe-se reforçar a coordenação entre as comunidades autônomas, os serviços de saúde pública e as entidades de acolhimento, facilitar a vacinação nos próprios centros quando necessário, registrar corretamente as doses administradas e oferecer informações confiáveis e adaptadas, com o apoio de mediadores interculturais sempre que possível.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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