MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) -
A coordenadora da Estratégia para o Tratamento da Cronicidade do Ministério da Saúde, Pilar Aparicio, indicou nesta sexta-feira que espera levar ao próximo Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), previsto para março, um documento com recomendações para o tratamento da doença renal crônica (DRC), com foco na detecção precoce desde a Atenção Primária (AP) e o encaminhamento de pacientes, que será seguido por outra iniciativa para promover a diálise domiciliar. Ela fez essa afirmação durante o seminário “Viver sem interrupções: quando a vida pára”, organizada pela Pfizer, pela Federação Espanhola de Hemofilia (FEDHEMO), pela Sociedade Espanhola de Trombose e Hemostasia (SETH) e pela Real Fundação Victoria Eugenia no Congresso dos Deputados para abordar os desafios e avanços na hemofilia, uma doença rara e crônica que afeta a coagulação do sangue.
Aparicio encerrou o encontro valorizando a Estratégia para o Tratamento da Cronicidade, aprovada pelo CISNS em julho passado. Nesse contexto, ele apontou que uma das linhas estratégicas é a “adequação da prática clínica”, onde se enquadram as futuras recomendações sobre doença renal crônica, às quais se somarão outros documentos para diferentes patologias, entre elas, a hemofilia. “Temos uma lista imensa, não posso me comprometer com quando chegaria a da hemofilia. Sinceramente, neste momento, acho que estamos abordando os grandes problemas, muito prevalentes, ou aqueles para os quais realmente temos ferramentas que não conseguimos encontrar, mesmo que sejam problemas muito menos prevalentes”, explicou.
Dentro da Estratégia de Cronicidade, destacou também o trabalho relativo à continuidade dos cuidados e comentou que o Ministério está “avançando muito” em um documento para facilitar a transição sanitária da infância para a adolescência e a vida adulta “sem interrupções” e “da melhor maneira possível” para crianças com doenças crônicas.
TRABALHO EM OUTRAS LINHAS ESTRATÉGICAS A Estratégia de Cronicidade também inclui uma linha estratégica sobre atendimento domiciliar, que para Aparicio “tem cada vez mais importância” e “favorece” a qualidade dos pacientes crônicos, bem como outra relativa à integração sociosanitária. “Estamos avançando em recomendações globais sobre como deve ser essa assistência crônica e como podemos melhorar essa assistência sociosanitária”, precisou. Junto com isso, ele aludiu à necessidade de melhorar a abordagem integral da etapa final da vida, adequando a prática assistencial, os cuidados e as terapias à qualidade de vida que o paciente deve ter.
Além disso, comentou que estão avançando na melhoria da estratificação da população para saber qual o nível de intervenção e acompanhamento que cada paciente crônico necessita e poder adequar os recursos econômicos e humanos a essa “complexidade”. Para isso, indicou que se conta com a ferramenta Grupos de Morbidade Ajustada (GMA) do Sistema Nacional de Saúde, pela qual outros países europeus demonstraram interesse.
Para finalizar, destacou as ferramentas que o Ministério da Saúde disponibiliza para promover a formação, o empoderamento e o autocuidado da população, outra das prioridades da Estratégia de Cronicidade. Neste ponto, valorizou a Rede de Escolas de Saúde para a Cidadania.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático