Publicado 16/01/2026 10:24

O Ministério da Saúde denuncia a Comunidade de Madrid por não apresentar o registo de objetores

A ministra da Saúde, Mónica García, durante a apresentação do balanço das atividades de doações e transplantes de 2025 no Ministério da Saúde, em 16 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). A Organização Nacional de Transplantes (ONT) divulga
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID 16 jan. (EUROPA PRESS) - O Ministério da Saúde apresentou um recurso contencioso-administrativo contra o Governo da Comunidade de Madrid no Tribunal Superior de Justiça de Madrid (TSJM) por não apresentar o registo de médicos objetores de consciência em matéria de aborto, segundo informou esta sexta-feira a ministra da Saúde, Mónica García.

“Há uma flagrante violação da lei. Madri é a única comunidade que não fez um registro de objetores para garantir o direito ao aborto das madrilenhas”, denunciou Mónica García em declarações ao programa “Al rojo vivo” da La Sexta, recolhidas pela Europa Press.

García explicou que o Governo da Comunidade de Madrid teve um mês para apresentar o registro, ao mesmo tempo em que destacou que tal documento também serve para garantir os direitos dos objetores.

“Nós, obviamente, vamos defender os direitos das mulheres e utilizar todas as ferramentas jurídicas ao nosso alcance, e uma delas é este contencioso”, afirmou García, que garantiu que a presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, cortou os direitos das mulheres.

Nesse contexto, a ministra da Saúde criticou que a Comunidade de Madrid vive à margem da lei, em uma “espécie de trumpismo cañí”. “No final, somos nós, mulheres com direitos, ou cidadãos e cidadãs com direitos, que temos que pagar por isso, depois de muitos anos de conquistas”, concluiu García.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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