Publicado 18/03/2026 05:22

O Ministério da Saúde, a Cruz Vermelha e outras entidades pedem compromisso e solidariedade para erradicar a tuberculose

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MADRID, 18 mar. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde, a Cruz Vermelha Espanhola, a Fundação da Unidade de Pesquisa em Tuberculose de Barcelona, a Comissão Internível para o Controle da Tuberculose em Sevilha e a Rede TBS-Stop Epidemias divulgaram um comunicado conjunto no qual pedem “compromisso, investimento e solidariedade” para acabar com a tuberculose.

No âmbito do Dia Mundial da Tuberculose, defenderam a necessidade de acabar com esta epidemia que, segundo afirmam, atinge principalmente as populações mais vulneráveis do planeta e cujas consequências são muito graves nos planos sanitário, social e econômico.

Nesse contexto, lamentam que o Relatório Mundial sobre Tuberculose 2025 da Organização Mundial da Saúde (OMS) apresente “dados preocupantes”, que indicam que, em 2024, a tuberculose continuará sendo a principal causa de morte por doença infecciosa. Estima-se que, em nível mundial, cerca de 10,7 milhões de pessoas adoeceram de tuberculose e 1,23 milhão faleceu em decorrência dessa doença, que, vale lembrar, é prevenível e curável.

Além disso, de acordo com os dados da Rede Nacional de Vigilância em Saúde Pública (RENAVE), em 2024 foram notificados 4.624 casos na Espanha, 10% a mais do que no ano anterior. A taxa de notificação para 2024 foi de 8,8 casos por 100.000 habitantes. Observaram-se aumentos tanto na população adulta quanto em menores de 15 anos, que passaram de 3,2/100.000 em 2023 para 4,2/100.000 em 2024.

“Este Relatório também evidencia que o manejo se torna cada vez mais complexo devido à mudança nos padrões de vulnerabilidade, à falta de estoque de medicamentos ou à dificuldade de acompanhamento dos casos que, com frequência, se deslocam entre comunidades autônomas, entre outros motivos”, destacam.

Por tudo isso, consideram necessária uma abordagem multissetorial para conter o aumento e, assim, poder voltar a alinhar-se com os objetivos globais de controle e “conter esta epidemia que acarreta tanta morbidade e mortalidade”, acrescentam.

“Temos muito presentes as recomendações da OMS e é nosso objetivo continuar agindo com o mesmo rigor com que temos feito. Continuaremos defendendo a necessidade de intervenções de eficácia comprovada: diagnóstico precoce, tratamento eficaz, prevenção integral e atendimento de qualidade contra a tuberculose em todas as frentes. Sem esquecer a necessidade de inovação científica e da coordenação com a sociedade civil para reverter, assim, esta epidemia de injustiça”, concluem as entidades signatárias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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