Publicado 09/05/2026 22:01

O Ministério da Saúde critica a recusa de Clavijo em permitir o ancoramento do Hondius: "Ele está boicotando uma operação de importâ

O secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, dá uma entrevista coletiva na sede do Ministério da Saúde, em 8 de maio de 2026, em Madri (Espanha). A coletiva tem como objetivo informar sobre as últimas notícias sobre o surto de hantavírus e o navio ‘
Carlos Luján - Europa Press

MADRID 10 maio (EUROPA PRESS) -

O secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, criticou o presidente do Governo das Canárias, Fernando Clavijo, por sua recusa em permitir que o navio de cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, atracasse em Tenerife, e o acusou de estar “fazendo política para boicotar uma operação de importância mundial”.

“Essa ideia que ele teve de um rato infectado pulando de um navio para nadar 200 metros e escalar o cais para colonizar Tenerife não representa um risco”, explicou Padilla ao vivo no programa La Sexta Xplica, antes de insistir que os serviços de saúde marítima garantem que as pessoas a bordo do MV Hondius “estão assintomáticas” e que “não há roedores no navio, que é novo”.

Da mesma forma, o secretário de Estado esclareceu que o roedor portador do hantavírus “é de montanha, não do mar” e destacou que “todos os anos há 500 cruzeiros para a Argentina e o Chile e nunca houve um surto na Europa”.

Assim sendo, Padilla insistiu que o risco sanitário do MV Hondius é “remoto” e defendeu a operação mobilizada em torno do ancoradouro do navio em Tenerife, ressaltando que os prazos de atuação seguem os protocolos estabelecidos no âmbito do mecanismo europeu de proteção civil, em uma operação que envolve 23 países e que está sendo desenvolvida “em tempo recorde”.

As palavras do secretário de Estado da Saúde respondem a declarações feitas poucos minutos antes pelo presidente das Canárias, que garantiu que não autorizará o ancoradouro do cruzeiro MV Hondius em Tenerife para “não ser cúmplice de algo que coloca em risco a segurança sanitária” das ilhas.

Clavijo lamentou “a falta de diálogo” com o Executivo nacional, bem como “a falta de entrega dos relatórios e de explicações lógicas” sobre o estado de saúde dos passageiros do navio de cruzeiro, aos quais transmitiu “todo o seu apoio”.

Na mesma linha, o presidente insular destacou que não possui garantias que atestem o “risco zero” da operação e esclareceu que seu Executivo está se orientando pelos critérios das autoridades regionais, “que recomendam que o navio permaneça o menor tempo possível” em águas canárias.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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