Publicado 08/04/2026 06:17

O Ministério da Saúde critica o Comitê de Greve por seu "imobilismo" e pede que compareça à reunião com seu próprio mediador

O Ministério confirma a participação da POP na reunião desta quarta-feira

A ministra da Saúde, Mónica García, intervém durante uma sessão de questionamento ao Governo, no Congresso, em 25 de março de 2026, em Madri (Espanha). Sánchez e Feijóo se enfrentam nesta quarta-feira no plenário do Congresso, em meio à escalada da guerra
Eduardo Parra - Europa Press

MADRID, 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde repreendeu o Comitê de Greve por sua postura de “imobilismo” para avançar na solução do conflito em torno da reforma do Estatuto-Quadro e sinalizou que manterá a mediação da Plataforma de Organizações de Pacientes (POP) na reunião desta quarta-feira, tendo solicitado aos sindicatos que compareçam com seu próprio mediador.

Foi assim que a Saúde respondeu ao Comitê de Greve médica, depois que este exigiu, na tarde desta terça-feira, que a figura do mediador fosse retirada da negociação — figura que havia sido acordada entre o Ministério e as comunidades autônomas no último Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS) e para a qual o departamento de Mónica García havia proposto a POP.

Em uma carta, o Ministério da Saúde lamentou que o Comitê tenha rejeitado os espaços e fórmulas de diálogo propostos até o momento, incluindo os âmbitos de negociação existentes, o Fórum da Profissão Médica e a participação de representantes dos pacientes.

Da mesma forma, criticou o fato de os sindicatos reconhecerem uma diferença de posições entre ambas as partes e, ao mesmo tempo, não apresentarem “propostas concretas” que permitam avançar, nem mesmo um mediador, o que considera que “encrava a situação e dificulta sua resolução”.

“Essa atitude, na prática, significa um fechamento da parte deles em explorar vias de entendimento, evidencia uma posição de imobilismo e dificulta o avanço em uma negociação efetiva, chegando até mesmo a limitar as possibilidades reais de progresso no diálogo”, afirmou.

Nessa linha, criticou o fato de que os “avanços ou aproximações” que ocorreram no seio do próprio Comitê não possam se concretizar “devido à falta de decisão efetiva do mesmo”, o que, na opinião do Ministério, representa um “elemento adicional de bloqueio”.

No entanto, o Ministério da Saúde reiterou sua disposição de continuar trabalhando para aproximar posições e chegar a acordos, a partir de um diálogo construtivo e com uma “visão ampla” do sistema de saúde. Assim, mantém-se a reunião prevista para esta quarta-feira às 15h.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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