Publicado 17/04/2026 05:39

O Ministério da Saúde cria a Mesa de Participação dos Pacientes para reforçar o papel deles nas políticas públicas

Archivo - Arquivo - A ministra da Saúde atende à imprensa por ocasião dos exames de Formação Especializada em Saúde, em frente ao Ministério da Saúde, em 24 de janeiro de 2026, em Madri (Espanha). Segundo dados do Ministério da Saúde
Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo

MADRID 17 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde aprovou a portaria para a criação da Mesa para a Participação dos Pacientes, um novo órgão colegiado destinado a institucionalizar o diálogo com as organizações de pacientes e reforçar seu envolvimento nas políticas de saúde do Sistema Nacional de Saúde, conferindo maior legitimidade democrática e qualidade técnica às decisões na área da saúde.

A iniciativa, assinada pela ministra Mónica García, visa garantir uma participação “real e efetiva” dos pacientes, especialmente na elaboração, acompanhamento e avaliação de normas, estratégias e políticas públicas. O objetivo é que, no mínimo, se reúnam duas vezes por ano; sua criação não implicará aumento dos gastos públicos, sendo financiada com os recursos ordinários do ministério.

Constitui-se como um órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, concebido como um espaço estável de coordenação e diálogo entre a Administração e as organizações de âmbito nacional, bem como aquelas que desenvolvem sua atividade em mais de uma comunidade autônoma ou nas cidades de Ceuta e Melilla.

Entre suas funções estão o aconselhamento na concepção e implementação de mecanismos de participação dentro do marco normativo, bem como a avaliação e o acompanhamento das medidas de fomento à participação nos órgãos do Sistema Nacional de Saúde dependentes da Administração Geral do Estado.

Além disso, desenvolverá ações de comunicação e promoção de melhorias na área da saúde, incluindo campanhas de sensibilização sobre a saúde e o impacto na qualidade de vida de pacientes e cuidadores, impulsionará a formação de organizações de pacientes e a difusão de boas práticas em participação pública, e contribuirá para a elaboração de um futuro censo de entidades, bem como para a identificação de organizações representativas para sua participação em órgãos colegiados.

COMPOSIÇÃO E FUNCIONAMENTO

A Mesa funcionará em Plenário e em Comissão Permanente, com uma estrutura concebida para garantir uma representação equilibrada. A presidência caberá ao titular da Secretaria de Estado da Saúde.

Quanto à sua composição, contará com uma representação institucional de 11 membros, que incluirão a Primeira Vice-Presidência, exercida pela Direção-Geral de Saúde Pública e Equidade em Saúde, bem como representantes de áreas-chave como Saúde Mental, Saúde Digital, Farmácia, a Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos Sanitários, o Plano Nacional sobre Drogas e a Organização Nacional de Transplantes, entre outros setores do Ministério da Saúde.

Por outro lado, a representação das organizações de pacientes será composta por outras 11 cadeiras. Destas, 8 corresponderão a entidades de âmbito nacional com maior representatividade inscritas no Registro Nacional de Associações, dentre as quais será designada a Segunda Vice-Presidência, enquanto 3 cargos serão reservados a organizações de pacientes com doenças de baixa prevalência, das quais será eleita a Terceira Vice-Presidência.

Os membros das organizações de pacientes serão renovados a cada dois anos, e o órgão poderá contar também com a participação de especialistas e observadores. Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde reforça seu compromisso com uma governança sanitária mais participativa, transparente e centrada nas necessidades dos pacientes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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