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MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral de Saúde Pública do Ministério da Saúde, Pedro Gullón, afirmou que é “muito difícil provar” que os cinco bebês hospitalizados em dezembro na Espanha com sintomas de vômito, e posteriormente liberados, sejam casos relacionados à cereulida, toxina produzida pela bactéria Bacillus cereus.
Especificamente, ele se referiu à publicação, pelo Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), de um relatório que informou sobre a notificação a esse respeito e protagonizada por menores que supostamente consumiram produtos de nutrição infantil contaminados com cereulida. Esses casos não puderam ser confirmados em laboratório e, portanto, permanecem apenas como suspeitas.
Quanto à impossibilidade de demonstrar a relação entre as internações hospitalares e a toxina mencionada, o diretor-geral de Saúde Pública declarou que existem “duas razões” para isso, sendo a primeira que esses produtos “são muito consumidos”, mas “não vimos um aumento nos casos esperados, ou seja, não houve um aumento de diarreias desse tipo relacionadas a isso”, esclareceu.
“O segundo elemento é que, em geral, as doses de toxina que deveriam existir para esses casos têm que ser altas e, além disso, nada desse tipo foi encontrado nas crianças”, continuou Gullón. “Não temos clareza para estabelecer uma causalidade segura de que esses casos, que são suspeitos de terem sido intoxicados por 'Bacillus cereus', sejam completamente por isso ou façam parte de outros casos de diarreias comuns que ocorrem em lactentes”, afirmou. PEQUENAS DIARREIAS
“Um dos bebês esteve na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), mas apresentava características que não pareciam tão sintomaticamente relacionadas à presença da toxina”, explicou Gullón, acrescentando que “os casos mais comuns com a toxina são pequenas diarreias e assim foram todos os casos”.
Este representante ministerial destacou que “não é de se estranhar que possa haver mais casos suspeitos nos próximos dias”. Isso se deve ao reforço da vigilância epidemiológica, ressaltou. “Entramos em contato com todas as comunidades autônomas”, destacou Gullón, ao mesmo tempo em que enfatizou que também está “em contato” com a Agência Espanhola de Segurança Alimentar e Nutrição (AESAN) “para as medidas que devem ser tomadas” sobre os produtos mencionados.
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