Publicado 09/04/2026 08:12

O Ministério da Saúde se compromete a ampliar o acesso ao rastreamento do câncer de mama para mulheres entre 45 e 74 anos

María Varela, que em março registrou 65 mil assinaturas para exigir que as mamografias sejam antecipadas para os 40 anos, sai “satisfeita” do encontro com o Ministério da Saúde

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PIXELFIT/ ISTOCK - Arquivo

MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS) -

O Ministério da Saúde comunicou nesta quinta-feira a María Varela, paciente de 43 anos com câncer de mama metastático, seu compromisso de ampliar o acesso ao rastreamento do câncer de mama da faixa etária de 45 a 74 anos, em consonância com as evidências científicas, uma recomendação que poderá ser publicada no final do ano se as comunidades autônomas derem seu aval.

“Saio satisfeita”, destacou ela em entrevista à Europa Press após se reunir com o diretor-geral de Saúde Pública e Equidade em Saúde do Ministério da Saúde, Pedro Gullón, e com a subdiretora-geral de Promoção da Saúde e Prevenção, Estefanía García.

Segundo detalhou Varela, que registrou no início de março 65.000 assinaturas para exigir o adiantamento das mamografias para os 40 anos, os responsáveis ministeriais admitiram que a Espanha apresenta “deficiências” nos exames de rastreamento do câncer de mama, em comparação com países da Europa. Atualmente, a recomendação de mamografia na Espanha é direcionada a mulheres entre 50 e 69 anos.

Por isso, comprometeram-se a impulsionar essa linha de trabalho, que já está em andamento, e levar a proposta de ampliação à Comissão de Saúde Pública em maio. Em seguida, ela teria que passar pela Comissão de Prestações, Seguro e Financiamento e, depois, ser submetida à votação pelas comunidades autônomas no Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS).

Paralelamente, o Ministério da Saúde concordou em coletar dados detalhados sobre as pacientes com câncer de mama na Espanha para verificar se as evidências apontam para a possibilidade de reduzir ainda mais a idade de acesso aos exames, até os 40 anos, conforme reivindica Varela.

“Estou satisfeita porque é uma base muito importante para continuarmos a discutir e dialogar sobre o tema do câncer de mama, pois o programa de rastreamento data de 1990; portanto, é claro que se trata de um programa obsoleto e que precisa ser modificado”, destacou.

“SEMPRE COM BASE NA EVIDÊNCIA CIENTÍFICA”

A ministra da Saúde, Mónica García, confirmou em declarações à imprensa antes da sessão plenária do CISNS a disposição de seu departamento para revisar, em conjunto com as comunidades autônomas, os protocolos de rastreamento do câncer de mama, com vistas a antecipar a idade de início das mamografias.

“Estamos avaliando e estamos constantemente buscando a evidência científica. Acredito que somos um ministério que segue sempre as evidências científicas, e os protocolos devem ser adaptados de acordo com a população-alvo para a qual esses protocolos possam ser mais eficazes e eficientes”, indicou.

Nesse sentido, ela afirmou que há “muitas reflexões” sobre antecipar a idade dos exames de rastreamento. No entanto, destacou que a Espanha conta com um programa de rastreamento do câncer de mama “muito consolidado” e que é “muito eficaz”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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