MARÍA CANO/DEBRA - Arquivo
MADRID 10 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Saúde autorizou o Instituto Nacional de Gestão Sanitária (INGESA) a financiar, em Ceuta, a terapia gênica para tratar um paciente com epidermólise bolhosa (EB), uma doença conhecida como “pele de borboleta”.
O tratamento, com um custo de 300.000 euros, será financiado pelo Ministério da Saúde. A autorização desse tratamento, segundo o órgão, “representa um avanço especialmente relevante para o paciente e sua família e demonstra o compromisso do Ministério da Saúde e do INGESA com as pessoas afetadas por doenças raras e de alta complexidade”.
“A elevada especialização e o custo dessas terapias não devem constituir um obstáculo para que um paciente possa receber o tratamento de que necessita”, prossegue o INGESA, que já solicitou as quatro primeiras embalagens de ‘VYJUVEK’.
Assim que for recebido em Ceuta, o Serviço de Farmácia do Hospital Universitário será responsável por seu recebimento e por garantir as condições especiais de conservação exigidas pelo tratamento, que deverá permanecer congelado até o momento de sua preparação. Os profissionais de Farmácia realizarão posteriormente sua preparação em câmara de segurança, sob as condições de segurança e qualidade estabelecidas, antes de dispensá-lo ao Serviço de Dermatologia, responsável por sua aplicação e acompanhamento.
O ‘VYJUVEK’ é uma terapia gênica tópica destinada ao tratamento de feridas causadas pela epidermólise bolhosa distrófica. Essa doença é caracterizada por uma extrema fragilidade da pele e das mucosas, o que pode causar bolhas e feridas ao menor atrito ou trauma. Seu nome popular, “pele de borboleta”, refere-se justamente a essa extraordinária fragilidade da pele das pessoas que sofrem da doença.
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