Gabriela Sardá Núñez - Europa Press
MADRI, 24 ago. (EUROPA PRESS) -
A Comissão de Saúde Pública (CSP) decidiu enviar para Ceuta até 25.000 doses de vacinas como medida preventiva diante da situação na cidade autônoma, das quais 15.000 serão da vacina contra o sarampo, a rubéola e a varicela, e 10.000 contra a difteria-tétano, varicela e poliomielite.
As doses serão distribuídas por meio do mecanismo de solidariedade entre as comunidades autônomas e o Ministério da Saúde. Segundo informa o Ministério, Ceuta contará com as vacinas necessárias para atender às necessidades extraordinárias de prevenção de possíveis doenças por meio da vacinação, tanto para os habitantes de Ceuta não vacinados quanto para os migrantes.
O Ministério da Saúde destaca que o objetivo é garantir uma resposta adequada sem afetar o andamento do calendário vacinal regular. Além disso, ressalta que, embora a situação não seja uma emergência de saúde pública, é preciso trabalhar na prevenção, destacando que a medida mais urgente é garantir condições dignas para os migrantes.
A DELEGAÇÃO DE SAÚDE JÁ ESTÁ EM CEUTA
Da mesma forma, a delegação do Ministério da Saúde, liderada pelo secretário de Estado da Saúde e presidente do Instituto Nacional de Gestão Sanitária (Ingesa), Javier Padilla, já se encontra em Ceuta para avaliar o impacto da crise migratória no Hospital Universitário e nos serviços de Atenção Primária da cidade autônoma.
A delegação realizará nesta segunda-feira várias reuniões com técnicos e alguns representantes políticos do Ministério, responsável pelas competências sanitárias da cidade autônoma.
Padilla poderá permanecer vários dias em Ceuta durante esta visita, que ocorrerá oito dias após a realizada pela ministra da Saúde, Mónica García, que comparecerá na quinta-feira à Comissão de Saúde do Congresso em uma sessão extraordinária para explicar sua gestão nesta crise.
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