Publicado 10/07/2026 10:00

O Ministério da Saúde e as Comunidades Autônomas aprovam um protocolo para coordenar o acesso a terapias de alta complexidade

Será aplicado a 66 tratamentos, incluindo terapias avançadas e tratamentos de alto impacto econômico, com custo igual ou superior a 80.000 euros por paciente e ano

O Ministério da Saúde e as Comunidades Autônomas aprovam um protocolo para coordenar o acesso a tratamentos de alta complexidade.
B THEVENIN

MADRID, 10 jul. (EUROPA PRESS) -

O Governo e as comunidades autônomas aprovaram, nesta sexta-feira, no Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde (CISNS), um protocolo que estabelece a coordenação entre as comunidades autônomas para o acesso a tratamentos farmacológicos de alta complexidade, que será aplicado inicialmente a 66 tratamentos, incluindo terapias avançadas e tratamentos de alto impacto econômico, com custo igual ou superior a 80.000 euros por paciente e ano.

“Aprovamos um protocolo comum para coordenar, em todo o Sistema Nacional de Saúde, o acesso aos tratamentos farmacológicos mais complexos, aqueles que ultrapassam 80.000 euros por paciente e ano, porque queremos que esses tratamentos sejam administrados seguindo as mesmas regras em todo o território, com menos burocracia entre as administrações e com uma única prioridade: que o paciente receba o melhor atendimento possível, independentemente de onde more”, explicou a ministra da Saúde, Mónica García, na coletiva de imprensa após a reunião do conselho.

Esse protocolo comum para coordenar, entre as comunidades autônomas, o acesso a tratamentos farmacológicos de alta complexidade regula a relação entre os hospitais e as comunidades autônomas de origem e de destino, com o objetivo de garantir a equidade territorial, a qualidade do processo e a continuidade do atendimento quando um paciente precisar ser atendido em um centro de referência de outra comunidade.

O acordo será aplicado inicialmente a 66 tratamentos farmacológicos de alta complexidade já incorporados ao portfólio comum de serviços do SNS: 12 terapias avançadas e 54 tratamentos de alto impacto econômico. Entre eles estão, por um lado, as terapias avançadas, como medicamentos baseados em genes, células ou tecidos, e, por outro, os tratamentos de alto impacto econômico. Neste último grupo, estão incluídos os medicamentos com custo igual ou superior a 80.000 euros por paciente e ano.

Conforme explica o Ministério da Saúde, a lista será dinâmica e poderá ser atualizada à medida que novos medicamentos forem incorporados. A partir da aprovação do protocolo, a Comissão Interministerial de Preços de Medicamentos ficará encarregada de propor quais novos tratamentos serão incluídos, dependendo se se tratam de terapias avançadas ou se apresentam alto impacto econômico por paciente.

O protocolo determina a coordenação entre o hospital de origem, o hospital de destino e as comunidades autônomas envolvidas. Quando um centro de referência identificar um paciente candidato a um desses tratamentos, deverá comunicar isso ao hospital de origem e à sua comunidade autônoma. A partir daí, o hospital e a comunidade autônoma de origem avaliarão a proposta, verificarão se o encaminhamento foi realizado corretamente e se a indicação atende aos critérios de financiamento do SNS. Se a avaliação for positiva, o centro de referência poderá indicar o tratamento.

O protocolo também define o circuito econômico: de modo geral, a aquisição e o financiamento do tratamento caberão à comunidade autônoma de origem do paciente, mesmo quando o tratamento for administrado em uma comunidade diferente.

Sempre que possível, a prescrição, a dispensação e a administração dos medicamentos serão realizadas na comunidade autônoma de origem do paciente, especialmente em tratamentos crônicos ou de longa duração. O objetivo é reduzir deslocamentos, melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias e manter a coordenação com o hospital de referência.

Nos casos em que for necessário, poderá ser estabelecido um modelo de acompanhamento compartilhado entre ambos os centros. Para tratamentos crônicos, o protocolo recomenda que o hospital de referência realize pelo menos uma avaliação anual para analisar a evolução do tratamento e avaliar sua continuidade.

A curto e médio prazo, as comunicações serão feitas por meio de um formulário padronizado, acompanhado de um relatório clínico e com garantias de anonimização ou pseudonimização. A longo prazo, o protocolo propõe avançar para uma plataforma tecnológica do SNS para processar e gerenciar essas solicitações de forma comum e coordenada.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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