MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da Saúde, Javier Padilla, afirmou que não há dados disponíveis no momento “sobre a presença de passageiros espanhóis” no cruzeiro afetado por um surto de norovírus que se encontra próximo da cidade francesa de Bordeaux, com 1.700 pessoas confinadas a bordo e no qual uma pessoa idosa faleceu devido a essa causa.
“A Saúde Externa está, de fato, encarregada de todo o controle e monitoramento”, explicou ele em entrevista à ‘Radio4’ da RNE, divulgada pela Europa Press, na qual indicou que está sendo estudado “o processo desse tipo de confinamento” e as “medidas para evitar a transmissão dentro do navio e nos locais onde ele faz escala”.
“Estamos monitorando de perto”, insistiu Padilla, que rejeitou comparações com o surto de hantavírus ocorrido no cruzeiro “MV Hondius”. “É um mundo totalmente diferente; ocorre no mesmo contexto e no mesmo cenário, que é um cruzeiro, mas é outra coisa” em termos “de gravidade, de riscos, de capacidade”, concluiu.
Segundo explicou, “os norovírus são vírus que, com muita frequência, causam gastroenterite em pessoas, em crianças, de forma muito frequente e mais epidêmica”. Em adultos, “a gastroenterite, embora possa nos parecer algo banal, quando, digamos, afeta pessoas em situação de vulnerabilidade clínica, pode realmente causar complicações”, indicou.
Nesse sentido, ele se referiu ao óbito registrado no navio e observou que, sem conhecer os dados clínicos concretos, “o mais provável é que se trate de uma pessoa com algum tipo de vulnerabilidade clínica”. Da mesma forma, ele considerou que o cruzeiro representa “um cenário ideal de transmissão, especialmente para esse tipo de infecção”.
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