Publicado 29/07/2026 06:23

Migrantes apresentam maior incidência de diagnóstico tardio do HIV na Espanha, segundo um estudo liderado pelo ISCIII e pelo Hospita

Archivo - Arquivo - Fachada do Hospital Universitário Ramón y Cajal, em 27 de julho de 2025, em Madri (Espanha).
Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo

MADRID 29 jul. (EUROPA PRESS) -

Um estudo liderado pelo Instituto de Saúde Carlos III (ISCIII) e pelo Hospital Universitário Ramón y Cajal, de Madri, concluiu que os migrantes apresentam um maior índice de diagnóstico tardio do HIV na Espanha do que os cidadãos do país.

Este trabalho, realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Epidemiologia (CNE) do primeiro desses institutos e por membros do referido centro hospitalar da capital e de outros centros nacionais, e publicado na revista especializada “Clinical Microbiology and Infection”, analisou as diferenças na detecção tardia do HIV, o acesso e a resposta ao tratamento entre a população migrante e as pessoas nascidas na Espanha.

Com isso, “foram observadas disparidades persistentes nos resultados”, indicaram os principais autores desta pesquisa, a pesquisadora do CNE-ISCIII, Inmaculada Jarrín, e o membro do Hospital Universitário Ramón y Cajal, José Antonio Pérez Molina, que acrescentaram que os migrantes “estão super-representados nos diagnósticos de HIV na Espanha e, além disso, apresentam uma proporção maior de diagnósticos tardios”.

Na opinião de ambos, esse resultado “ressalta a necessidade de continuar desenvolvendo estratégias de prevenção específicas e consolidar o uso de testes de detecção mais precoces”. “Não se trata apenas de identificar precocemente as pessoas afetadas, mas também de desenvolver estratégias preventivas adaptadas ao grupo de migrantes que evitem a infecção, já que a maioria contrai o HIV em nosso país”, explicaram.

O ACESSO ÀS TERAPIAS ANTIRRETROVIRÁLIS É SEMELHANTE

Além disso, este estudo mostrou que, embora o acesso às terapias antirretrovirais seja semelhante, a resposta ao tratamento é pior. Como exemplos, o estudo aponta que alguns grupos não recuperam a imunidade de maneira equivalente à das pessoas nascidas na Espanha ou que as falhas virológicas são mais frequentes.

Dessa forma, e por meio deste trabalho desenvolvido no âmbito da “Coorte CoRIS”, uma plataforma científica de pesquisa que há anos acompanha mais de 20.000 pessoas com HIV na Espanha, observou-se que o diagnóstico tardio do HIV é mais frequente entre pessoas de origem latino-americana e subsaariana do que entre as nascidas na Espanha. Para isso, contou-se com a participação de 20.215 cidadãos com HIV, acompanhados entre 2003 e 2024.

“Os migrantes representam uma proporção cada vez maior dos novos casos de HIV diagnosticados na Espanha, o que destaca uma evolução nos perfis epidemiológicos”, afirmaram, por outro lado, os autores, que insistiram que “o início do tratamento antirretroviral parece ser semelhante entre todos os grupos estudados”.

De qualquer forma, e para concluir, eles afirmaram que é visível “que muitas pessoas nascidas em outros países continuam apresentando piores resultados imunovirológicos e uma maior perda de acompanhamento”. Tudo isso relembra a importância de se abordar “de forma específica” esses grupos e de “garantir um atendimento à saúde equitativo”, concluíram.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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