Publicado 02/03/2026 13:13

A microcirurgia permite extirpar tumores cerebrais preservando a função neurológica.

O chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Universitário La Luz, Francisco Villarejo, durante uma intervenção.
QUIRÓNSALUD

MADRID 2 mar. (EUROPA PRESS) - O chefe do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Universitário La Luz, Francisco Villarejo, explicou que o uso da microcirurgia no tratamento de tumores cerebrais permite trabalhar com detalhes para manter um “equilíbrio” essencial, como é o caso da remoção da lesão e, ao mesmo tempo, preservar a função neurológica.

Os tumores cerebrais, entre os quais se encontram os gliomas ou os meningiomas, requerem intervenções de máxima precisão, uma vez que se localizam geralmente em áreas cerebrais responsáveis por funções essenciais como a linguagem, o movimento ou a memória. Neste sentido, a microcirurgia é uma parte essencial do tratamento cirúrgico que contribui para a segurança e melhores resultados para o paciente. “Hoje em dia, não se pode conceber a cirurgia de um tumor cerebral sem uma abordagem microcirúrgica. É a base para oferecer a máxima segurança e o melhor resultado possível em uma patologia tão complexa como esta”, destacou o médico. Segundo ele, a microcirurgia não consiste em utilizar instrumentos pequenos, mas em melhorar a visão do profissional. Para isso, o microscópio cirúrgico oferece ampliação, iluminação intensa e visão tridimensional, o que permite identificar planos anatômicos com grande precisão. Graças a essa tecnologia, o neurocirurgião pode realizar ressecções mais completas do tumor quando possível, reduzindo os danos às estruturas saudáveis adjacentes, obtendo uma menor taxa de complicações e melhores resultados funcionais.

A abordagem microcirúrgica também permite, em muitos casos, realizar abordagens mais limitadas e precisas. Um planejamento pré-operatório rigoroso, apoiado em técnicas avançadas de imagem, como a ressonância magnética, facilita a localização exata da lesão e reduz o tamanho da craniotomia. “O objetivo é realizar a intervenção da forma mais eficiente possível, reduzindo ao máximo o trauma cirúrgico sem comprometer a segurança nem a eficácia da ressecção”, destacou o Dr. Villarejo.

O paciente se beneficia dessa técnica, pois sofre menos dor pós-operatória, reduz o tempo de internação hospitalar e tem uma recuperação neurológica mais favorável, especialmente em tumores localizados em áreas eloquentes do cérebro.

MICROCIRURGIA E ENDOSCOPIA Juntamente com a microcirurgia, a endoscopia é fundamental no tratamento de determinados tumores, especialmente aqueles localizados nos ventrículos cerebrais ou em regiões profundas. Através de um canal minimamente invasivo, o cirurgião introduz uma câmera e os instrumentos necessários para realizar a intervenção, visualizando o procedimento em uma tela. No entanto, no tratamento da maioria dos tumores cerebrais, a microcirurgia continua sendo a técnica de referência por sua capacidade de oferecer visão tridimensional e maior controle diante de possíveis complicações intraoperatórias.

No entanto, Villarejo salientou que a escolha de uma ou outra técnica depende do tipo de tumor, da sua localização e das características do paciente. “O importante é dispor de todas as ferramentas para adaptar o tratamento a cada caso específico”, indicou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado