Publicado 17/10/2025 10:21

Metade das mulheres na pós-menopausa tem algum distúrbio do sono, diz neurofisiologista

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MADRID 17 out. (EUROPA PRESS) -

A neurofisiologista clínica Anjana López apontou que, de acordo com estudos recentes, a prevalência geral de distúrbios do sono em mulheres na pós-menopausa é de 51,6% e que cerca de 50,8% relatam má qualidade do sono.

De acordo com o membro do grupo de trabalho sobre insônia da Sociedade Espanhola do Sono, há três distúrbios cuja incidência aumenta nas mulheres após a menopausa: insônia, apneia obstrutiva do sono e síndrome das pernas inquietas.

"Em mulheres na pré-menopausa, a prevalência da síndrome da apneia do sono, por exemplo, é de cerca de 2 a 5%. Em mulheres na pós-menopausa, esses números quadruplicam, e a AOS afeta entre 10 e 20% das mulheres", diz ela.

Foi o que López disse no contexto do Dia Mundial da Menopausa, que é comemorado em 18 de outubro. A especialista explicou que a menopausa é uma época de grandes mudanças hormonais que, por sua vez, são responsáveis por mudanças nas mulheres em nível corporal (há uma redistribuição de gordura), em nível de humor, que em algumas pode levar à ansiedade e/ou depressão, e em nível de sono.

Além das mudanças hormonais mencionadas, acrescenta o especialista, a menopausa nas mulheres também produz uma alteração nos mecanismos de termorregulação, o que tem um impacto notável no sono e um aumento nos casos de insônia, tanto inicial quanto de manutenção.

"Essa alteração não só é responsável pelos incômodos fogachos e suores noturnos, que fazem com que muitas mulheres acordem depois de dormir, mas também altera os mecanismos de termorregulação necessários para iniciar e manter o sono", ressalta.

Todos esses distúrbios do sono, explica Anjana López, têm um impacto na qualidade de vida das mulheres: "Elas ficam mais cansadas e, consequentemente, menos ativas, piorando a dor crônica que sofrem e aumentando o risco cardiovascular. Além disso, o cansaço também reduz a concentração, elas têm queixas de memória e, com isso, há uma diminuição do desempenho e da produtividade", diz a porta-voz da SES, que também destaca o impacto no humor, com um aumento da irritabilidade e das mudanças de humor que dificultam as relações interpessoais.

A IMPORTÂNCIA DE UMA BOA HIGIENE DO SONO

De acordo com o neurofisiologista clínico, nessa fase da vida, a necessidade de uma boa higiene do sono torna-se ainda mais importante. Entre outras coisas, o especialista recomenda: manter horários regulares para dormir e acordar; praticar exercícios físicos regularmente, de preferência pela manhã ou no início da tarde; fazer um jantar leve pelo menos duas horas antes de ir para a cama e tomar uma ducha ou banho relaxante, com água morna, para tentar baixar a temperatura corporal.

O especialista também aconselha evitar aparelhos eletrônicos pelo menos 1 ou 2 horas antes de ir para a cama, substituindo as telas por leitura ou música relaxante; manter uma temperatura estável no quarto (em torno de 19-20ºC) e usar pijamas confortáveis de algodão ou linho.

Se os problemas de sono "persistirem por vários meses e afetarem a qualidade de vida no dia seguinte", López recomenda consultar um médico. "Atualmente, existe a terapia de reposição hormonal, que reduz as ondas de calor e os efeitos das alterações hormonais, "mas ela tem seus riscos"; por outro lado, a melatonina ou os suplementos naturais podem ser usados para ajudar a se sentir mais relaxada. Em ambos os casos, você deve sempre consultar um médico especialista primeiro", conclui.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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